Petroleiros da CSP-CONLUTAS todo apoio à greve
DIA 3 de setembro: Paralisação Nacional dos Petroleiros
DIA 14 de setembro: Greve unificada por tempo indeterminado
Cruzaremos os braços em defesa de um ACT digno e sem discriminações:
- reajuste pelo ICV-DIEESE e 10% de aumento real no salário base,
- pagamento dos 30% da periculosidade (isonomia da RMNR)
- extensão do "bolsa-bônus"
Petrobrás desrespeita e desafia trabalhadores; RH não apresenta proposta nenhuma
Companheiros nossa campanha salarial está sendo unificada na base, na porta das refinarias, no chão das unidades e na união dos trabalhadores.
A empresa se reuniu com os governistas na quinta-feira, 26, e com a FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) na segunda-feira, mas não apresentou nada de novo.
Tudo isso faz parte de um “teatro” montado pelas direções da Petrobras e da FUP (Federação Única dos Petroleiros), para daqui a pouco aparecerem com uma proposta de 100% de abono e um aumento de 4 ou 5% na RMNR (Remuneração Mínima). E ai a FUP diz que é uma vitória e indicar a aprovação da proposta. Uma proposta destas é uma afronta pois os chefetes, pelegos, fura greves e puxa sacos ficaram com seu bônus de 60%.
A proposta da empresa já foi recusada por todas as bases da Federação Nacional dos Petroleiros. Os petroleiros não querem somente abono de salário e nem remuneração variável. Salário indireto não conta para a aposentadoria e é uma forma da empresa explorar a categoria na busca cada vez mais massacrante do CUSTO ZERO. A empresa quer só lucrar! Para os trabalhadores, só migalhas da indústria do petróleo.
Na semana passada, os sindicatos da FNP realizaram mobilizações com as bases para mostrar a empresa que a classe petroleira está unida e disposta a lutar por aumento real, melhores condições de trabalho e fim da remuneração variável.
Por isso, companheiros, o caminho é um só: parar a produção! A empresa só vai se mexer e apresentar proposta decente quando sentir o prejuízo com as bombas, tanques e tudo o mais parados.
Por isso vamos construir um calendário unificado de mobilização, votando nas assembléias e participando do: Dia 3 Dia Nacional de Paralisação e dia 14 Greve Nacional Unificada dos Petroleiros.
Unificação com os terceirizados
Nas rodadas de negociação com a Petrobrás, ficou claro que eles querem manter a supere exploração dos terceirizados. Nesta campanha salarial os petroleiros da Petrobras querem sua unificação com os terceirizados por isso queremos lutar junto por suas reivindicações.
Abaixo assinado contra abono discriminatório
O abaixo assinado repudiando esta tentativa da empresa de dividir a categoria foi aprovado e imediatamente iniciado nas assembléias. O documento está correndo todas as bases, mobilizando trabalhadores próprios e terceirizados contra o abono discriminatório. Mais uma vez, a unidade se faz presente na luta da categoria, aumentando a pressão sobre os gestores da Petrobrás.
NÃO HÁ COMO ACEITAR UM REAJUSTE SALARIAL REBAIXADO, SE O LUCRO DA PETROBRAS ESTÁ ACIMA DO PREVISTO PARA 2010. O lucro da Petrobras no primeiro semestre de 2010 - US$ 9 bilhões, igual ao lucro da Chevron, e maior do que o lucro da Conoco Phillips e da Royal Dutch Shell Royalties e participações especiais do petróleo bruto dependem tão somente do lucro das multinacionais petrolíferas (as Big Oil). O lucro das Big Oil está amarrado no preço do barril de petróleo bruto e de seus combustíveis derivados: gasolina, diesel, gás de cozinha e veicular. Ou seja, quanto mais elevado for o preço do litro da gasolina e do diesel, do botijão de gás – cozinha e veicular – maior é o volume de royalties e participações especiais do petróleo bruto depositado nos cofres dos Estados e, do mesmo modo, maior é o lucro das multinacionais petrolíferas.
Royalties e participações especiais do petróleo bruto não foram criados para atender as necessidades da classe trabalhadora, nem das populações pobres das regiões afetadas.
Barril de petróleo bruto e combustível com preço elevado significa transportes e alimentos caros. O aumento dos preços dos alimentos básicos, como o feijão (R$ 3,5 o quilo do feijão), só tem a ver com a elevação do preço do barril de petróleo bruto e dos combustíveis.
A Petrobras acabou de informar que obteve um lucro de R$ 16,021 bilhões no primeiro semestre do ano, maior que o registrado no mesmo período do ano anterior. Segundo comunicado divulgado pela Petrobras, ela não nega que a melhoria dos resultados se deveu ao aumento do preço do barril de petróleo, encarecimento do etanol, aumento do consumo de combustível fóssil e da redução de custos (mais de dois terços dos trabalhadores da Petrobras são terceirizados, e a imensa maioria recebe salários mínimos).
A ExxonMobil é a maior multinacional petrolífera dos Estados Unidos da América. Seu lucro acumulado na primeira metade de 2010 foi de US$ 13,9 bilhões, aumentou 60% em relação ao primeiro semestre de 2009 (US$ 8,6875 bilhões).
Não há como aceitar um reajuste medíocre, pois, a Petrobras acabou de informar que obteve um lucro de R$ 16,021 bilhões (US$ 9,0 bilhões) no primeiro semestre do ano de 2010, maior que o registrado no mesmo período do ano de 2009.
O lucro da Petrobras é igual ao lucro da Chevron. E maior do que o da Royal Dutch Shell, neste mesmo período. A chevron é a segunda maior multinacional petrolífera dos Estados Unidos da América, depois da ExxonMobil. O lucro da Petrobras supera também o da Conoco Phillips.
Posição do Sindpetro do Litoral Paulista
Com mais um ato de desrespeito da Petrobrás contra seus trabalhadores, a FNP definiu, durante reunião na última segunda-feira (31/08) na sede da Aepet, RJ, realizar assembleias nesta sexta-feira (3/09) para traçar as novas estratégias de luta. A Federação indica a todas as bases greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 14 de setembro.
Além disso, está confirmada em nossa base, conforme deliberado na Assembleia do último dia 24 de agosto, a paralisação de oito horas, que acontecerá em nível nacional. O comportamento esnobe da diretoria na última reunião, na qual ousou tentar debater uma proposta já recusada, mostra que não há outro caminho para pressionarmos a empresa a apresentar uma proposta justa.
Na base do Sindipetro-LP, as manifestações tomaram corpo a partir do dia 30 de julho, quando realizamos em diversas unidades atrasos de trinta minutos em repúdio ao bolsa-bônus de R$ 90 milhões. A partir do dia 25 de agosto, data fixada pela FNP como o Dia Nacional de Luta, iniciamos paralisações de duas horas, que foram realizadas na RPBC, Tebar, Plataforma de Mexilhão, Terminal Alemoa, UTGCA e Edisa II.
Agora, devemos dar ainda mais peso aos movimentos e avançar na luta por um acordo de trabalho justo. A participação da categoria no Dia Nacional de Paralisação dos Petroleiros e na Assembleia Geral, ambos na próxima sexta (03/09), desempenha um papel-chave neste processo.
Litoral Paulista, 31 de agosto de 2010
Posição do Sindpetro de Alagoas /Sergipe
O Sindipetro AL/SE, votou em suas asembleias, a paralisação do dia 3 de setembro com o objetivo de construir a unidade dos trabalhadores, petroleiros da ativa, aposentados, pensionistas e terceirizados juntos para lutar por melhores condições e por um Acordo digno, sem discriminações.
Estamos convidando a todos os companheiros das nossas bases a participarem do Dia 3 de setembro e desde já estamos defendendo e votando a Construção de uma Greve a partir do dia 14 de setembro com todos os Petroleiros nacionalmente, conforme indicativo da FNP - Federação.
Aos Conselheiros Eleitos da Petros, a FENASPE, AMBEP, AEPET e demais Entidades
Pedimos também para todas as entidades que se identificam com a FNP, como a FENASPE e as duas associações filiadas à AEPET, a AEPTRO, AMBEP, APAPE e todas as Associações de Aposentados; aos Conselheiros Eleitos da Petros, aos companheiros que São Candidatos e que se identificam com as Reivindicações dos Petroleiros, a participarem das Concentrações que ocorrerão em todas as Unidades do dia 3 de Setembro - Dia Nacional de Paralisação dos Petroleiros.
(*)Clarckson Nascimento e Alealdo Hilário
Diretores da FNP – Federação Nacional dos Petroleiros
p/Diretoria Colegiada do Sindipetro |