Patrícia Ramos*
Mais um desafio está posto em nossas vidas. Eleição 2010. São dois projetos; um, que dá curso às mudanças iniciadas no governo Lula e com reais possibilidades de novas ações, e o outro que quer a volta ao passado, recolocando o país aos interesses externos.
Na atual legislatura – 2006 – 2011 – os empresários elegeram 219 representantes à câmara dos deputados e 27 ao senado federal. Esses números podem ser maiores nos dias de hoje por conta da movimentação dos parlamentares nesses espaços, mas isso é para mostrar o quanto é difícil vermos nesses lugares, projetos que sejam votados a favor dos/as trabalhadores/as, de maneira tranqüila e justa.
A bancada sindical representa apenas 10,27% da composição do congresso e no senado é composta por 7 parlamentares. Esses dados demonstram o quanto é urgente ampliar nossa força para conseguirmos fazer frente às demandas dos/as trabalhadores/as na próxima legislatura
O desafio, portanto, está posto: elegermos o maior número possível de representantes da classe trabalhadora para as duas casas do Congresso e fazermos avançar nossa agenda de interesses no parlamento.
O avanço que o país deu, tendo um trabalhador na presidência é prova mais do que suficiente de que, enquanto maioria que somos, desenvolvendo nossa compreensão para esse aspecto, com certeza faremos desse pleito uma eleição decisiva para a maioria da população e as mulheres tem uma participação muito importante nesse processo porque são maioria do eleitorado e definirão essa eleição.
Dilma eleita não é garantia de fácil acesso ao poder, nem a certeza de respeito empresarial. É fundamental que elejamos deputados/as federais, estaduais e senadores/as para mediar conflitos, intermediar demandas e criar condições para os impasses. Sem esses/as interlocutores/as para dar suporte ao movimento sindical será difícil avançarmos.
(*)Patrícia Ramos é diretora do Sindicato da Bahia (SEEB/BA) e funcionária do Santander. |