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Saiu na Imprensa

  16/08/2010 

Desigualdade custa R$ 4,2 bi no Ceará

Pesquisadores alertam que distribuição de renda deve ser importante ponto de reflexão do desenvolvimento.

O custo econômico da desigualdade no Ceará alcança R$ 4,2 bilhões, o que representa 7,2% do PIB em 2008, além dos efeitos sociais adversos. Este impacto é relatado no estudo "O Custo da Desigualdade no Ceará", elaborado pelo Laboratório de Estudos da Pobreza do Curso de Pós-Graduação em Economia (LEP/Caen) da Universidade Federal do Ceará (UFC).

A pesquisa será divulgada amanhã, às 14h. Os pesquisadores, diante deste resultado, alertam que a distribuição de renda deve se constituir num importante ponto de reflexão da agenda de desenvolvimento do governo para os próximos anos e que todos os esforços sejam conduzidos nesta direção.

O LEP já divulgou outras pesquisas sobre a pobreza no Ceará neste ano. Uma delas revelou que se a taxa média de crescimento da renda familiar per capita dos cearenses continuar no mesmo ritmo dos anos anteriores - 1,58% de expansão ao ano entre 1995 e 2007 -, a pobreza no Estado seria extinta em 32 anos. Considerando uma linha de pobreza de meio salário mínimo, em 2008 (R$ 205), o Ceará tinha 48% da população nessa situação, representando mais de quatro milhões de pessoas. É o 6º estado com pior indicador.

Outra pesquisa indicou que o Ceará precisa investir R$ 167,18 milhões ao ano em transferência de renda para que os 633 mil cearenses com renda per capita mensal inferior a 1/8 salário mínimo saiam desse patamar de pobreza.

Pesquisa mais recente mostrou que Estado depende menos de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família do governo Federal, para a redução da desigualdade social do que os demais estados da região Nordeste. De 2001 a 2008, a contribuição de juros, dividendos e transferências de programas sociais para reduzir a desigualdade foi de cerca de 22,31%. A média da região, no entanto, foi de 39,98%, 17,67 pontos percentuais a mais que no Ceará. Na Bahia e Pernambuco, que estão entre os estados de economia mais desenvolvida do Nordeste, esses percentuais são mais altos: 50,74% e 35,65%, respectivamente.

Fonte: Diário do Nordeste
Última atualização: 16/08/2010 às 08:29:00
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