Fale Conosco       Acesse seu E-mail
 
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras


Saiu na Imprensa

  13/08/2010 

Desigualdade entre PIBs nos municípios do CE caiu 7,2%

Dados do estudo ´Desigualdade da Renda no Território Brasileiro´ comparam resultados de 1996 e de 2007

Brasília/Fortaleza. De 1996 a 2007, o grau de desigualdade dos PIBs dos municípios caiu 7,2% no Ceará. Foi o quinto maior recuo, atrás apenas do Acre (-13,5%), de Sergipe (-11,3%), Rondônia (-9,0%) e Rio Grande do Norte (-8,5%). Os dados são do estudo ´Desigualdade da Renda no Território Brasileiro´, divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O trabalho analisa o grau de concentração/desigualdade dos estados e regiões do País por meio do Produto Interno Bruto (PIB) e dos PIBs per capita dos municípios. Esta avaliação é feita por meio do coeficiente de Gini, que varia de zero a um e, quanto mais próximo de um, maior a desigualdade.

O grau de desigualdade dos PIBs dos municípios aumentou apenas nos estados do Espírito Santo (3,7%) e Mato Grosso do Sul (1,9%).

Em todos os demais, houve queda entre 1996 e 2007. As menores reduções foram registradas em Goiás (-0,3%) e em São Paulo (-1,3%), influenciadas pela desigualdade territorial da renda.

Riqueza territorial

Os estados com maior expansão dos PIBs municipais foram Tocantins, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Mas isso não se refletiu na diminuição da desigualdade da riqueza territorial.

Também os estados com menos dinamismo na expansão dos PIBs (Amazonas, Rio Grande do Sul e Pernambuco) reduziram pouco o grau de desigualdade da riqueza territorial.

Per capita

Com relação ao PIB per capita dos municípios brasileiros, seis Estados apresentaram elevação no grau de desigualdade, entre 1996 e 2007: Rio de Janeiro (alta de 42,4% no índice de Gini); Espírito Santo (26,5%), Mato Grosso (14,4%), Minas Gerais (8,8%), Maranhão (2,6%) e São Paulo (2,4%).

No Ceará, o município que teve maior variação do PIB foi São Gonçalo do Amarante (59 km), que abriga o Porto do Pecém (ver tabela) . O PIB variou 1.324,97% entre 1996 e 2007. Quixeré (806,95%), Quixeramobim (447,74%) Icapuí (410,39%) e Trairi (381,23%) completam os cinco municípios que registraram maiores variações nesse período.

Só dois municípios cearenses tiveram queda no PIB entre 1996 e 2007: Acarape (-19,68%) e (-12,59%). Fortaleza (23,59%), Independência (23,75%), Arneiroz (27,07%), Potiretama (27,10%), Choró (47,47%) e Parambu (47,73%) foram as únicas cidades do Ceará cujos PIBs variaram menos de 50% no período. O estudo do Ipea usou como referência dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando um período de quase 90 anos - de 1920 a 2007.

Concentração

Apesar da queda na concentração de renda no Brasil, ainda é expressiva a desigualdade territorial na geração de riqueza do País. Um número reduzido de municípios responde pela maior parte do PIB brasileiro.

Em 2007, por exemplo, os municípios entre os 10% mais ricos participavam com 78,1% do PIB nacional. Já os municípios entre os 40% mais pobres registravam uma participação de apenas 4,7%.

Da segunda metade da década de 1990 para cá, fase de estabilidade monetária, no entanto, o grau de concentração dos PIBs municipais caiu levemente (-2%), passando o índice de Gini de 0,88, em 1996, para 0,82, em 2007.

"A União, os estados e municípios detêm a atual missão estratégica de convergir para um grande planejamento de um desenvolvimento menos concentrado da riqueza nacional. Do contrário, o País pode continuar a registrar queda na desigualdade de renda pessoal, sem que, necessariamente, prevaleça a desconcentração e menor desigualdade territorial na participação dos municípios no PIB nacional", analisa o Ipea.

Nordeste

Pelo estudo, entre 1996 e 2007, a desigualdade caiu mais no Nordeste (-4,8%), com coeficiente de Gini passando de 0,84 para 0,80. Em seguida, vem o Norte do País, com queda de 3,6% (0,83 para 0,80). Depois o Sul, com 2,5% (de 0,81 para 0,79), e o Centro-Oeste, com de 1,2% (de 0,86 para 0,85). Por último, o Sudeste, com redução de 1,1% (de 0,90 para 0,89).

No mesmo período, o Centro-Oeste foi a região que mais cresceu (5,3% ao ano), seguida pelo Norte (3,62% a.a), Nordeste (3,15% a.a), Sudeste (2,52% a.a) e Sul (2,27% a. a).

 

Fonte: Diário do Nordeste
Última atualização: 13/08/2010 às 09:33:00
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras

Comente esta notícia

Nome:
Nome é necessário.
E-mail:
E-mail é necessário.E-mail inválido.
Comentário:
Comentário é necessário.Máximo de 500 caracteres.
código captcha

Código necessário.
 

Comentários

Seja o primeiro a comentar.
Basta preencher o formulário acima.

Rua Nossa Senhora dos Remédios, 85
Benfica • Fortaleza/CE CEP • 60.020-120

www.igenio.com.br