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Notícias

  09/05/2005 

Marcha defende a democracia, a justiça social e a soberania nacional

Desde o dia 2, cerca de 12 mil caminhantes participam da Marcha Nacional pela Reforma Agrária, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Eles saíram de Goiânia rumo a Brasília e deverão vencer 220km, debaixo de sol forte, até chegar à Esplanada dos Ministérios, no dia 17. Segundo o jornal Brasil de Fato, das 30 audiências agendadas pelos organizadores com quase todos os ministérios para discutir uma pauta com 16 pontos, 12 já estavam confirmadas nos primeiros dias da marcha.

 

A marcha do MST defende as bandeiras da democracia, da justiça social, da soberania nacional e do respeito à autodeterminação dos povos. Além de chamar a atenção da sociedade quanto ao fato de a reforma agrária estar parada, a Marcha pede mudanças na política econômica ainda de orientação neoliberal, que se fundamenta na prioridade ao superávit primário, em altas taxas de juros e exportações, que geram, de um lado, lucros fantásticos aos bancos e as transnacionais e, de outro, a concentração de renda e o desemprego.

 

Também é defendida a idéia de uma auditoria da dívida externa, para que a nação saiba o que foi pago e o que continua a pagar desnecessariamente, com o sacrifício do povo brasileiro. É preciso informar aos brasileiros que, com seu sacrifício, é enviado mais de 50 bilhões de dólares ao exterior e que nossa elite mantém US$ 85 bilhões em depósito no exterior.

 

O MST defende, ainda, a normatização do plebiscito popular, das consultas e do referendo, previstos na Constituição e até hoje não regulamentados. Nesse sentido, manifestam apoio ao projeto elaborado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que normatiza o direito do povo realizar plebiscito popular, para discutir todas as questões que julgar necessário, pois impactam no futuro de sua vida.

 

A manifestação se posiciona contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e pede a retirada das tropas brasileiras do Haiti, cujo povo deve decidir sobre seu futuro. Este povo necessita de ajuda humanitária e não de soldados.

 

Outra bandeira de luta é a democratização dos meios de comunicação de massa, pois não haverá democracia sem que o povo e suas formas de organização não tenham direito à informação.

 

José Frota de Medeiros – presidente da AFBNB
Última atualização: 09/05/2005 às 10:54:00
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