Nesta quarta-feira, 28 de julho, data que se completa 95 anos de Ocupação Militar no Haiti, trabalhadores do movimento sindical, popular e estudantil, realizaram manifestações de solidariedade de classe e internacionalismo ao povo haitiano. Os atos, convocados nacionalmente pela CSP-Conlutas, Central Sindical e Popular, também foram confirmados nas capitais de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Em São Paulo, na Avenida Paulista, o ato contou com a participação das organizações que integram a CSP- Conlutas, entre elas o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Assembléia Nacional de Estudantes Livre! (ANEL) e diversos sindicatos. A manifestação contou também, com a participação de militantes da LER-QI, do PSTU e outras organizações.
Sem distinção, estas entidades, com a palavra de ordem “comida, remédio, mandem tudo para o Haiti, só não mandem suas tropas para o povo reprimir” pediam o que de fato aquele país precisa. Faixas eram expostas aos motoristas e aos passantes da principal avenida de São Paulo, exigindo a reconstrução do país, o respeito à autodeterminação do povo haitiano e a imediata retira das tropas brasileiras do Haiti.
Com este espírito de luta, as cerca de 150 pessoas presentes no ato, que começou no vão do Masp, manifestaram sua indignação com a atual situação do povo do haitiano, que em de 95 anos de ocupação yanque, se vê diante de um país destruído e cada vez mais explorado. Esta situação só piorou após o terremoto que destruiu o país há seis meses. A população vive em condições ainda mais precárias; sem comida, sem água, sem hospitais e sem moradia. Não houve, portanto, reconstrução nenhuma. É Diante deste quadro caótico, que com muita força, os trabalhadores haitianos reacendem a esperança e lutam por sua liberdade, e também lá, nesta data, saem às ruas com seus protestos.
A representante do MTST Vanessa de Souza, falou aos presentes que o movimento popular se somava à luta do povo haitiano. “O povo do Haiti, precisa de comida, remédios, não de tropas militares”, disse.
A representante da Anel Camila Lisboa, ressaltou a importância desta manifestação para o conjunto das organizações ali presentes. “Nós estudantes nos somamos a esta batalha contra as tropas militares que ocupam o Haiti, elas estão ali só para reprimir os estudantes e trabalhadores”.
Representando a Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Ana Pagamunici, enfatizou que o ato em solidariedade ao Haiti, com a presença de todas aquelas organizações, reflete o que é esta nova central. “A nossa Central Sindical Popular com a participação dos estudantes comprova, com a realização deste ato, que também é internacionalista. Prestamos solidariedade aos trabalhadores do Haiti e exigimos a retirada das tropas militares daquele país”, disse.
Ana informou ainda que, na sexta-feira (30), está agendada uma reunião entre a CSP- Conlutas e o Jubilei Sul, com o Cônsul do Haiti, ocasião em que o tema será discutido e as exigências apresentadas formalmente.
O ato terminou em frente ao Consulado do Haiti, com panfletagens e mais palavras de ordem pedindo a retirada das tropas e a reconstrução do país, sob o controle dos trabalhadores.
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