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Honrar compromissos não é um princípio que vale para todas as metas anunciadas, até o momento, pelo governo Lula. Se, com o setor financeiro, os acordos vêm sendo cumpridos à risca, a mesma regra não vale para as questões sociais. Em 2004, por exemplo, o governo superou, com folga, a meta acordada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) de fazer um superávit primário (economia dos gastos públicos) de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB), atingindo 4,61%. Já a história das metas de reforma agrária é um enredo de desinformação com um ponto em comum: o governo não cumpre suas promessas.
A novidade, agora, é um número obtido com exclusividade pelo Brasil de Fato, mostrando que apenas uma minoria dos assentados em 2003 e 2004 foi, de fato, resultado de projetos iniciados no governo Lula. A maioria dessas 117 mil famílias contabilizadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foi alocada em projetos criados durante governos anteriores (como o de Fernando Henrique Cardoso), ou simplesmente teve sua situação regularizada.
Essa sutil diferença, omitida quando são divulgados os números oficiais, reforça o fato de que os compromissos do 2º Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA) estão bem distantes de serem cumpridos. "Isso mostra que o processo está lento. O ritmo da reforma está menor do que precisaria ser", avalia Plinio Arruda Sampaio, atual presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra), que elaborou uma proposta de plano ao governo.
Fonte: Brasil de Fato (leia a matéria, na íntegra, clicando aqui). |