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Notícias |
13/07/2010 |
Continuamos à espera do novo |
O Sindicato dos Bancários do Ceará divulgou quinta-feira passada, dia 8, em primeira mão, a aprovação pela Diretoria do BNB do ajuste do Plano de Funções. A informação foi confirmada momentos depois, por meio de comunicação oficial do Banco, no qual consta ainda a “Revisão do Plano de Carreira e Remuneração (PCR) das Funções Comissionadas”. Segundo o Banco, “a medida contempla a revisão do Plano de Funções, que vem sendo ajustado desde julho de 2008, e o início da implantação do modelo de Gestão por Competências”.
Antes de qualquer consideração, a AFBNB, enquanto entidade integrante da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB, manifesta mais uma vez seu desacordo e sua indignação com o fato de informações estarem sendo repassadas sem o conhecimento prévio e socialização de informações com TODAS as entidades que integram a Comissão, mas sim a apenas um de seus componentes - o Sindicato dos Bancários do Ceará.
Nesse caso, o fato se torna ainda mais grave tendo em vista que a decisão do Banco remonta ao dia 28 de junho, portanto, anterior à reunião de negociação do dia 1º de julho. Naquela ocasião, quando questionada pelas entidades sobre o andamento dos planos, a Superintendente de Desenvolvimento Humano do Banco informou que a revisão do Plano de Cargos estaria concluída, mas por orientação do DEST, estava sendo realizado um estudo do impacto financeiro quanto ao PCR e ao plano de previdência, o que leva a crer, portanto, que não estaria finalizada ou prestes a ser implantada. No mesmo sentido informou quanto ao Plano de Funções os ajustes estavam sendo feitos, estando naquele momento aprovada a PAA dos Agentes de desenvolvimento e que outra PPA de outros segmentos estaria em andamento. Se a decisão data de 28 de junho, por qual motivo o Banco não informou durante a negociação do dia 1º de julho? Aliás, lembramos que estranhamente nas matérias informativas tanto da Coordenação da Comissão Nacional (Sindicato dos Bancários do Ceará) como do Banco não constou informação sobre esses pontos.
Plano de Cargos e Plano de Funções – Primeiro é preciso ter clareza de que Plano de Função é uma coisa e Plano de Cargos é outra, sendo políticas diferentes. Para a AFBNB, a divulgação dos planos não traz novidades. Muito pelo contrário, continua mantendo inconsistências e distorções inaceitáveis, como, por exemplo, gerente de Central com função quase equivalente a gerente de agência M2 e Gerente de Negócios Pronaf inferior às demais funções de Gerente de Negócios, valor de funções de 8h inferior às funções de 6h, dentre outras.
No Plano de Cargos, também nenhuma novidade: o Banco apenas divulgou a tabela que já existia, com o plano já vigente. De um modo geral, tanto no PCR quanto no Plano de Funções pouco foi alterado, como algumas nomenclaturas. Para o presidente da AFBNB, José Frota de Medeiros, falta o fundamental: “um plano de funções não é simplesmente uma tabela; tem que ter regras e princípios transparentes. O que foi divulgado é apenas uma tabela”. Para ele, o Banco trabalhou apenas no que é vulnerável, pelo que é mutável, que é o Plano de Funções. O mais importante, que é o PCR, que é de interesse de todos e repercute na curva salarial de todos os funcionários continua carente de reformulação, urgente.
Não custa lembrar que na última campanha salarial, após 33 dias de greve, para que trabalhadores e instituição entrassem em acordo, o Banco saiu com uma proposta na qual estava escrito exatamente assim: “A Diretoria se compromete a buscar junto aos órgãos controladores, considerando negociação em andamento com as entidades, autorização para aplicação do percentual de 3% na tabela de cargos, a partir de 1º de outubro, com a retomada da avaliação da proposta de revisão a partir de 1º de novembro com conclusão em junho de 2010”. Outro aspecto também ainda não resolvido é a distorção causada quando da elevação do piso no PCR, no acordo coletivo 2008/2009, o qual nivelou os 3 primeiros níveis da carreira sem aplicação do impacto do interstício nos demais níveis.
A AFBNB mais uma vez reforça seu posicionamento de que medidas paliativas até são bem vindas, se consideradas e encaradas como tal. O que os trabalhadores do Banco querem, merecem e reivindicam é tratamento condizente com trabalhadores de uma instituição de desenvolvimento, respeito às especificidades do trabalho e ISONOMIA de tratamento. Como admitir que trabalhadores que exercem atividades similares, com o mesmo grau de responsabilidade, recebam valores diferenciados?
Queremos novidade de fato: queremos planos que alterem a estrutura salarial do Banco, que reflitam em suas páginas e lá na ponta, em cada funcionário, a certeza de se estar trabalhando em uma instituição indutora de desenvolvimento que respeite o direito de todos e que pratique uma política de recursos humanos sem discriminação e sem privilégios. Diferente disso, tudo não passará de arremedos.
Clique para ler a matéria da AFBNB sobre a negociação
Clique para ler a matéria da coordenação da CNFBNB |
| Fonte: AFBNB |
| Última atualização: 13/07/2010 às 14:44:00 |
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