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Notícias

  05/07/2010 

Artigo: De que lado devemos estar?

Por Gilvan Rocha   

Vivemos a sociedade capitalista. Ela se caracteriza pelo fato de existirem duas instituições: o capital e o trabalho. Trata-se de instituições antagônicas e, portanto, inconciliáveis. O capital é representado pelos bancos, as minas, as fábricas, as terras e outras formas de bens acumulados.

Os donos do capital são os capitalistas e eles têm um único propósito: buscar seus lucros, através da exploração da força de trabalho dos despossuídos, que a vendem a troco de salários. Temos, portanto, duas classes sociais: a burguesia e os assalariados. Ao lado dessas classes, temos camadas sociais, porém, o que está presente na sociedade capitalista é a luta diuturna entre o capital e o trabalho.

Instituições como parlamentos, Forças Armadas, aparelhos administrativos, aparelhos policiais, formam uma instituição maior chamada Estado. Seja na sua forma Federal, Estadual ou Municipal, essa instituição está sempre a serviço dos capitalistas e tal realidade é vista nas horas em que os conflitos se acentuam e o Estado se manifesta através da polícia, das guardas municipais ou das forças armadas para manter a ordem capitalista. Quando não é o chicote explícito é o chicote invisível, como é o caso da "justiça", sempre morosa para os necessitados e amorosa para os capitalistas.

Na greve dos trabalhadores dos transportes rodoviários da cidade de Fortaleza, vimos de que lado esteve o chamado "poder público", ou seja, o Estado. Primeiro foram os cassetetes e sprays de pimenta da guarda municipal comandada pela prefeita petista Luizianne Lins.

Em seguida foi "a ação firme da justiça" decretando a greve desses trabalhadores abusiva, e estabelecendo multas exorbitantes para o seu sindicato, mostrando de que lado eles estão.

Paremos para pensar. Quando e em que circunstâncias o Estado levantou o seu braço armado para reprimir as classes patronais? A questão devia ficar bem clara para cada trabalhador: O Estado é deles, o poder é deles, devemos construir o poder do povo. Essa é a nossa única saída.

 
(*)Gilvan Rocha é presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos – CAEP

Fonte: Correio da Cidadania
Última atualização: 05/07/2010 às 08:10:00
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