A pouco mais de um mês do fim do prazo de adesão (para quem deseja assegurar retroatividade de tempo) para aqueles que querem ingressar no plano de previdência CV 1, ainda restam muitas dúvidas, motivo que levou o presidente da AFBNB, José Frota de Medeiros e os diretores José Alci Lacerda, Assis Araújo e Dorisval de Lima a se reunirem no dia 14 de junho com o presidente da Capef, Fran Bezerra, com José Jurandir Bastos (diretor de administração e investimentos), Raquel Ribeiro (gerente de desenvolvimento institucional) e Bruna Martins (assistente da ouvidoria).
Na ocasião, o presidente da Capef entregou formalmente a José Frota de Medeiros as respostas às perguntas/dúvidas enviadas pela base à Associação e repassada à Caixa de Previdência, que estarão disponíveis no site da AFBNB (seção documentos).
Medeiros iniciou a reunião explicando as ações que a AFBNB vem realizando, com visitas às Superintendências e às unidades, no sentido de contribuir para a correção de alguns rumos no que se refere ao Banco do Nordeste. Quanto ao plano CV 1, para o presidente da AFBNB, “é evidente que tivemos uma conquista boa com o CV mas sentimos que algo deve ser aperfeiçoado”.
Entre as demandas cobradas pela Associação, foi solicitada prorrogação do prazo para adesão (que se encerra no dia 24 de julho). Para o diretor Alci Lacerda, eram muitas as expectativas, frustradas, sobretudo dos funcionários da ativa atualmente inseridos no plano BD. Para o diretor de comunicação da AFBNB, Dorisval de Lima, “quem decidiu esse prazo desconhece a realidade financeira do trabalhador do BNB”. Ele defende que até mesmo diante do número reduzido de adesões justifica a prorrogação de prazo – até o dia 14, foram 623 adesões de 5945 funcionários definidos pela Caixa como elegíveis para aderir ao Plano.
O pleito será levado pelo presidente da Capef, a pedido da AFBNB, ao Conselho Deliberativo da Caixa, que se reunirá no dia 21 próximo e em sendo o entendimento positivo, às demais instâncias do Governo Federal. De antemão, a Capef informou que não será uma demanda fácil de ser negociada, muito menos de obter êxito. Todavia a AFBNB entende que é necessário que haja o entendimento da Capef e do Banco no sentido se atender ao pleito diante da realidade.
A Capef reconheceu o trabalho feito pela AFBNB junto ao então Ministro da Previdência, José Pimentel, fundamental para a aprovação do Plano CV.
Outro pleito apresentado pela AFBNB foi a necessidade urgente de reformulação do plano BD. Segundo entendimento da entidade, essa demanda precisa ser revista com urgência diante da anomalia em que se tornou o Plano BD ao longo do tempo, sobretudo pós-acordo de 2003 (que manteve o benefício congelado ao salário de 1997), o que tem impedido que muitos funcionários se aposentem, uma vez que haverá uma queda vertiginosa no salário, não correspondendo às suas necessidades. “Esse é um problema causado no passado e seus efeitos não podem continuar. É preciso que o Banco e a Capef assegurem o benefício tal qual ao que o funcionário aderiu, anos atrás, quando ingressou na Capef”, afirma o diretor de comunicação, Dorisval de Lima. Se esse é um problema causado no passado, a responsabilidade não é do funcionário, por isso deve-se buscar nas instâncias responsáveis – Banco, Capef e instâncias superiores – as medidas necessárias para reverter a situação.
O entendimento da AFBNB é de que não se pode desistir de aproveitar essa possibilidade para corrigir alguns erros. Se algumas questões não podem ser encaminhadas pela Capef, a AFBNB encampará essa luta. |