*Graça Gomes
Vivemos em uma década em que o homem se vê diante de um impasse e o universo cobra de forma rigorosa o que é feito. O modo de produção capitalista, impulsionado pela Revolução Industrial e a acumulação de riquezas deu margem ao uso dos recursos naturais e promoveu, junto com a exploração da força do trabalho, a degradação da natureza.
Está na hora de pensar o que será do planeta daqui alguns anos. O desmatamento, principal fonte de emissão de CO2 no Brasil, cresce consideravelmente. Isso motiva a participação da delegação brasileira em fóruns internacionais, pois segundo os ambientalistas o planeta corre sério risco.
A CTB vem investindo em estudos sobre a realidade da questão ambiental no Brasil e as implicações para o mundo. Deve-se está focado na valorização do trabalho com um olhar voltado ao sócio-ambiental, pois é uma questão de sobrevivência. No entanto, o capital não vê desta forma: discute-se o assunto, mas os países capitalistas não se comprometem como devem para reestruturar o ecossistema de forma mais humana dentro do contexto do mundo do trabalho.
Não precisa ser um especialista no assunto. Basta observar o comportamento das cheias, as temperaturas bem elevadas, terremotos, geleiras se dissolvendo, mortandade de peixes devido ao vazamento de óleos em todo o planeta. Se escrevermos todos os fatores dá um livro, como já existem vários. Portanto, nunca é demais lembrar que a preservação de uma árvore e o cuidado com os pássaros, só a título de exemplo, deve ser uma constante. Ensinar as crianças o cuidado que devem ter em relação ao meio ambiente é de grande importância. Muito ainda há para ser feito, pois não sabemos até onde vão os efeitos catastróficos das mazelas feitas pelo homem à natureza. O capitalismo finge que se interessa pelo tema e os países mais ricos são os que mais se aproveitam e afetam o meio ambiente. Defenda a natureza. Tome parte do que é seu!
*Graça Gomes é diretora do Sindicato e membro da UBM.
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