De olho no avanço da população de baixa renda para a classe média, os bancos estão se preparando para receber uma massa de investidores, despreparados para lidar com o universo financeiro.
Os consumidores da classe D, com o crescimento da economia e da oferta de trabalho, têm poder de compra, para gastar com bens e serviços em 2010, de R$ 380 bilhões, de acordo com previsão do próprio setor bancário, podendo superar o consumo das classes B e C. Com a expectativa, os bancos estão correndo para mapear a nova clientela.
De acordo com a pesquisa Data Popular, feita para a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), “para esse segmento, o dinheiro é um meio e não um fim”. Não há preocupação em construir patrimônio, mas apenas em garantir o bem-estar da família.
O mercado de trabalho forte incentiva os bancos a acolher os aplicadores emergentes, enquanto o desemprego e a informalidade servem de alerta para riscos de inadimplência. O Bradesco atende o segmento da baixa renda há 10 anos, o BB há três anos e a Caixa desde 2003. |