Fale Conosco       Acesse seu E-mail
 
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras


Saiu na Imprensa

  26/05/2010 

Governo quer trocar reajuste de 7% por abono

rasília Se o reajuste de 7,7% para as aposentadorias acima de uma salário mínimo for vetado pelo presidente Lula, o governo deverá conceder um abono de 6,14% neste ano para esses aposentados e pensionistas do INSS, reafirmou ontem o ministro Paulo Bernardo (Planejamento). Mas a decisão sobre o veto a essa parte do projeto aprovado pelo Congresso Nacional ainda não foi tomada. "O presidente ainda não decidiu se vai vetar ou não", disse o ministro Guido Mantega (Fazenda), que ressaltou que uma eventual alteração no reajuste deverá ser feita via medida provisória.

Segundo Paulo Bernardo, em caso de veto, a opção será conceder um abono de 6,14% para os aposentados, percentual equivalente ao índice de reajuste proposto inicialmente pelo governo. "Além de fazer a sugestão de veto, oferecemos a alternativa de recompor os 6,14% como abono", disse Bernardo: "Nossa consultoria jurídica disse que se houvesse apenas uma alteração no índice de reajuste poderia haver contestação".

Antes das votações na Câmara e no Senado, o presidente Lula havia autorizado um aumento de até 7% para os aposentados, mas, para o ministro, o percentual agora está descartado porque não houve entendimento entre parlamentares e governo. "O presidente autorizou, caso houvesse acordo, que fechássemos em 7%. Como não houve e foram para o tudo ou nada, não temos responsabilidade sobre isso", disse Bernardo.

Lula tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar o projeto depois que o texto aprovado pelo Congresso chegar ao governo. Caso ele tenha sido enviado ontem, o prazo se encerraria em 17 de junho. Os ministros da área econômica já dão como certo o veto presidencial sobre o fim do fator previdenciário - que funciona como redutor para quem se aposenta pelo tempo mínimo de contribuição.

Opinião
Bonificação não se incorpora ao benefício

Milson de Oliveira
Presidente da Unapeb/CE

Quanto a esse possível abono, a grande desvantagem é que o presidente poderá retirá-lo na hora que quiser; não é uma coisa que realmente se incorpora à aposentadoria. Outro problema é que quando o governo efetivar um novo aumento ao aposentado, ele se dará sobre o antigo valor recebido, sem o abono. Lula não deve vetar o reajuste, pois caso o faça, terá que emitir outra Medida Provisória, já que a atual só vale até 1º de junho. Isso geraria um caos no País, e ele não gostaria desse desgaste em um ano eleitoral. O veto só deve ocorrer ante o fator previdenciário.

FUNCIONALISMO
Comissão aprova aumento para 32 mil

Custo total das medidas será de R$ 402 mi neste ano; R$ 774 mi em 2011; e R$ 792 mi em 2012 e anos seguintes

São Paulo A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o projeto de lei 5920/09, do Executivo, que cria gratificações e reajusta salários de servidores de diversos órgãos federais. As informações são da Agência Câmara.

A medida deve atingir 32.763 funcionários, dentre ativos, aposentados e pensionistas. A proposta foi aprovada em caráter conclusivo, tramita em regime de prioridade e deve seguir para o Senado, caso não haja recurso para que seja votada pelo plenário.

Dentre os beneficiados pelo projeto de lei estão servidores do Ministério das Relações Exteriores; agentes penitenciários federais; servidores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e do Ministério da Defesa; e médicos e dentistas do Hospital das Forças Armadas.

O projeto cria também uma estrutura remuneratória especial para profissionais como engenheiros, arquitetos, economistas, estatísticos e geólogos.

Reajuste escalonado

Na maioria das carreiras, o reajuste será escalonado - em alguns casos, até abril de 2011.

O custo total das medidas para o País, conforme o projeto, será de R$ 401,9 milhões neste ano; R$ 773,7 milhões em 2011; e R$ 791,8 milhões em 2012 e anos seguintes.

Interesse estratégico

De acordo com o relator, deputado Tadeu Fillipelli (PMDB-DF), a medida atende às necessidades de manutenção e recomposição de força de trabalho especializada em áreas de interesse estratégico da Administração Pública Federal.

Fonte: Diário do Nordeste
Última atualização: 26/05/2010 às 09:30:00
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras

Comente esta notícia

Nome:
Nome é necessário.
E-mail:
E-mail é necessário.E-mail inválido.
Comentário:
Comentário é necessário.Máximo de 500 caracteres.
código captcha

Código necessário.
 

Comentários

Seja o primeiro a comentar.
Basta preencher o formulário acima.

Rua Nossa Senhora dos Remédios, 85
Benfica • Fortaleza/CE CEP • 60.020-120

www.igenio.com.br