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Notícias

  17/05/2010 

Salário de qualificados cresce menos no País

O salário médio dos trabalhadores no Brasil cresceu 7,6% entre 2002 e 2008, chegando a uma remuneração de aproximadamente R$ 1.000,00. O aumento nos rendimentos, entretanto, não ocorreu de forma igual para todos os ocupados. Os trabalhadores com menores salários apresentaram um crescimento acima da média. No período, o grupo dos trabalhadores com até quatro anos de estudo foi o que apresentou o maior crescimento no salário médio: 12,39%. Os trabalhadores que possuíam entre cinco e oito anos de estudo tiveram incremento salarial de 7,82%. Já os trabalhadores que possuíam entre nove e onze anos de estudo tiveram queda de 5,09% nos rendimentos. A maior queda foi registrada no grupo de trabalhadores que possuíam mais de 11 anos de estudo: -12,76%. Os dados fazem parte do estudo “A Evolução Recente dos Rendimentos do Trabalho e o Papel do Salário Mínimo”, divulgado na última quinta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Para o professor doutor em Economia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Márcio Veras Corrêa, o aumento na média salarial dos trabalhadores com menor tempo de estudo foi influenciado pelo programa Bolsa Família. “Esse resultado provavelmente tem uma influência muito forte do Bolsa Família. A renda desse público era muito baixa, com o programa, esses trabalhadores se tornaram mais avessos a aceitarem emprego e os salários aumentaram. Muitos estão em casa, sem fazer nada, ou possuem empregos informais. Além disso, os trabalhadores que hoje ganham, por exemplo, R$ 200,00 por meio do programa, não aceitam trabalhar por um valor abaixo ou igual a esse. No momento em que os indivíduos ofertam menos trabalho, os salários aumentam”, explica.

MAIOR CRESCIMENTO
NO NORDESTE

Entre 2002 e 2008, a região Nordeste foi a que apresentou maior crescimento no salário médio dos trabalhadores, com incremento de 19,69%. Em seguida, aparecem as regiões Centro Oeste (16,27%), Sul (14,47%), Norte (4,54%) e Sudeste (1,96%). “Esses dados, com os salários crescendo mais no Nordeste, demonstram, mais uma vez, que o programa Bolsa Família pode ter uma grande influência para esse resultado”, destaca Corrêa. Mesmo com a ampliação nos salários, o Nordeste permanece como a região com a menor remuneração média: R$ 646,97, em 2008.

Os trabalhadores da zona rural também registraram crescimento do salário maior que os trabalhadores da zona urbana. No período, o salário dos trabalhadores rurais aumentou 28,15%, já o salário dos trabalhadores urbanos cresceu 6,20%. Por faixa etária, o maior crescimento salarial foi registrado entre os trabalhadores mais jovens (até 24 anos) e mais velhos (mais de 55 anos), que tiveram incremento na renda de 15,24% e 14,04%, respectivamente.

REDUÇÃO DA DESIGUALDADE
O estudo mostra ainda que a desigualdade salarial entre homens e mulheres e entre brancos e não-brancos está caindo. Entre 2002 e 2008, o salário dos homens cresceu 16, 82%, enquanto a remuneração média das mulheres teve aumento de 18,95%. Já a remuneração dos trabalhadores brancos teve incremento de 17,88% e a dos trabalhadores não-brancos cresceu 23,44%. “O estudo mostra que os salários dos negros e das mulheres estão crescendo mais. Existem indícios de redução da desigualdade, mostrando que o mercado de trabalho está começando a avaliar o trabalho das pessoas pelo que elas realmente são, não por sua cor de pele ou pelo gênero, por exemplo”, avalia o professor doutor Márcio Veras Corrêa.

Apesar de apresentarem um crescimento maior, os salários dos negros e das mulheres permanecem sendo menor que o dos brancos e dos homens. De acordo com o estudo, em 2008, o salário médio dos trabalhadores do sexo masculino era de R$ 1.130,25, enquanto o das mulheres era de R$ 801,63, uma diferença de R$ 328,62. Com relação a brancos e não-brancos, a diferença é ainda maior: R$ 540,40. No mesmo ano, os trabalhadores brancos recebiam, em média, R$ 1.267,57 e os trabalhadores não-brancos ganhavam R$ 727,17.

Fonte: O Estado
Última atualização: 17/05/2010 às 08:46:00
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