Fale Conosco       Acesse seu E-mail
 
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras


Notícias

  06/05/2010 

Grécia amanhece paralisada em dia de Greve Geral marcada por radicalização do movimento e repressão

O anúncio das medidas econômicas na Grécia, além de causar indignação dos trabalhadores, vem causando mobilizações radicalizadas principalmente em Atenas, capital do país

O país amanheceu praticamente paralisado na greve geral de 48 horas iniciada hoje. Segundo a grande imprensa, uma concentração com cerca de cem mil pessoas, por volta do meio dia em frente ao Parlamento, foi recebida pela polícia com gás lacrimogêneo.

Houve paralisações nos bancos, serviços públicos, empresas, imprensa, transportes e os hospitais garantem apenas os serviços de emergência.

Os jovens, mais radicalizados diante da falta de perspectiva de emprego e vida em seu país, jogaram coquetéis molotov contra as vitrines de lojas e bancos no centro de Atenas. Três pessoas morreram dentro de um banco incendiado.

Mas os enfrentamentos não foram somente na capital. Em outras cidades também houve manifestações radicalizadas e repressão policial. Um exemplo foi no norte do país, em Tesalonica, onde manifestantes e policiais se enfrentaram.

Os manifestantes têm demonstrado indignação com o governo e os organismos internacionais, que em troca de ajuda financeira querem arrancar o pagamento dessa ajuda as custas de um arrocho brutal e da redução de direitos históricos dos trabalhadores e aposentados gregos.

O plano econômico que será implementado pelo governo tem apoio da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional). De acordo com matéria na UOL, (5/4) o plano prevê o congelamento dos salários dos funcionários públicos por pelo menos três anos. Os aposentados gregos perderão também o 13º e o 14º salários se suas pensões superarem 2.500 euros mensais. Foi estabelecida uma idade mínima de aposentadoria (60 anos) e um novo cálculo para as pensões relacionado com toda a vida de trabalho e não com os últimos anos, como era até agora. Também haverá aumento de impostos.

Lá e aqui -  É possível perceber que as medidas econômicas impostas por governos com apoio do FMI seguem a mesma receita: arrocho salarial e redução de direitos. O funcionalismo público brasileiro está sofrendo na pela a tentativa do Governo Lula de aprovar uma medida provisória que congela em dez anos seus salários. E os aposentados, depois de muita luta, conseguiram impor uma primeira derrota ao conquistar um reajuste maior (7,7%) do que o pretendido pelo governo (6,14%). Mas o presidente Lula já disse que pode vetar se for aprovado também no Senado.

Ou seja, essas mobilizações não são fáceis. Por isso, é necessária a unidade dos trabalhadores brasileiros com os aposentados, assim como a manifestação do nosso apoio à luta que ocorre na Grécia.

 

Fonte: Conlutas
Última atualização: 06/05/2010 às 08:23:00
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras

Comente esta notícia

Nome:
Nome é necessário.
E-mail:
E-mail é necessário.E-mail inválido.
Comentário:
Comentário é necessário.Máximo de 500 caracteres.
código captcha

Código necessário.
 

Comentários

Seja o primeiro a comentar.
Basta preencher o formulário acima.

Rua Nossa Senhora dos Remédios, 85
Benfica • Fortaleza/CE CEP • 60.020-120

www.igenio.com.br