O presidente da Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB), José Frota de Medeiros e o diretor administrativo Assis Araújo estiveram reunidos na tarde de ontem numa primeira mesa de interlocução da AFBNB com nova diretoria da Camed. Estavam presentes Andréa Cavalcante, diretora-presidenta e a diretora administrativa-finaceira, Luiza Leene.
A reunião foi solicitada pela AFBNB com o objetivo de iniciar um diálogo com a nova administração e expor demandas antigas e recorrentes ainda não solucionadas relacionadas à Caixa Médica, bem como saber da atual gestão as medidas que estão sendo tomadas no sentido de atendê-las.
Outros assuntos citados pela Associação foram a necessidade de democracia na Camed e de transparência para com os funcionários do Banco, por exemplo quanto à eleição de um representante dos funcionários na diretoria e avançar quanto à estabilidade do ouvidor. Além disso, a implantação do conselho de usuários, assunto colocado em mesa de negociação e com entendimento positivo por parte do Banco. Para o diretor Assis, ainda é preciso evoluir no fundo de custeio para procedimentos clínicos mais complexos e que não estejam contemplados como benefícios.
A presidenta da Camed contextualizou problemas dos quais tomou conhecimento ao assumir e citou como exemplo a situação da Camed Saúde, atualmente no déficit e falou da migração dos genitores do plano família para o plano natural– demanda ainda não efetivada.
Hoje à tarde haverá nova reunião, desta vez com a participação do Sindicato dos Bancários do Ceará e da AABNB, além da AFBNB, ocasião em que será apresentado o que Andréa chamou de “plano emergencial” da Camed.
A AFBNB vai reencaminhar formalmente as demandas relacionadas à Camed aprovadas nas últimas RCR, consolidadas, para a nova administração da Caixa. Quanto ao Plano, aguardará as informações para se pronunciar. De antemão, a entidade entende e defende que o funcionário não deve ser penalizado, já que não é o responsável pela situação financeira da Caixa. Vale lembrar que em outubro passado já houve reajuste. Além disso, plano emergencial que não elimina as causas da crise atual (ou seja, o fato é estrutural) tão somente adiará a solução para um funcionamento equilibrado, do ponto de vista econômico e financeiro da Camed. Para o presidente da AFBNB, esse é o “x” do problema. |