A AFBNB divulga, a pedido da Comissão Organizadora do 5º Encontro de Técnicos de Campo, realizado em maio de 2009, mais uma nota na qual criticam a desvalorização da área técnica do BNB. “Como pode nossa Empresa pensar em atuar com efetividade na promoção do desenvolvimento quando promove a ‘divisão’ de suas Centrais de Análise Operacional – CENOP’s, desvalorizando e relegando ao último plano seus técnicos, sem qualquer diálogo e com severas restrições de comunicação?” – questionam os técnicos na nota. É importante ressaltar que as demandas resultantes do Encontro foram entregues oficialmente ao presidente do Banco, Roberto Smith. Na última reunião de negociação, ocorrida dia 8 de abril, a AFBNB cobrou novamente respostas aos pleitos, tendo o Banco se comprometido a respondê-las até a próxima reunião.
BNB – Promover o desenvolvimento desvalorizando sua área técnica?
“Atuar, na capacidade de instituição financeira pública, como agente catalisador do desenvolvimento sustentável do Nordeste, integrando-o na dinâmica da economia nacional.” A Missão do Banco do Nordeste vem sofrendo sucessivos golpes pela falta de visão de alguns tomadores de decisão...
Como pode nossa Empresa pensar em atuar com efetividade na promoção do desenvolvimento quando promove a “divisão” de suas Centrais de Análise Operacional – CENOP’s, desvalorizando e relegando ao último plano seus técnicos, sem qualquer diálogo e com severas restrições de comunicação?
É preciso dizer que os técnicos atuam na avaliação dos bens que o Banco recebe em garantia e participam na aferição dos aspectos técnicos, econômicos e financeiros que respaldam os negócios propostos ao BNB, contribuição, esta, feita com esforço hercúleo para chegar aos mais remotos rincões, com extrapolação freqüente de jornadas de trabalho, sem a devida remuneração, submetem-se a situações de periculosidade e insalubridade, e, mesmo com as deficiências logísticas, são capazes de realizar os seus trabalhos com segurança e boa técnica.
Talvez esses tomadores de decisão desconheçam, também, que muitos técnicos utilizam usualmente suas máquinas fotográficas, sua internet particular e seus telefones móveis para a realização dos trabalhos porque o Banco não lhes provê esses indispensáveis recursos...
Grande parte dos 20,8 bilhões contratados, hoje tão comemorados, passou e passará, sempre, por uma avaliação técnica. Mencionemos, ainda, que saímos de uma aplicação próxima a 2 bi, em 2003, e superamos 20 bi em 2009. Como foi possível esse aumento em 10 vezes com um aumento quase insignificante do quadro de técnicos da empresa? Só existe uma resposta para isso: esforço e eficiência.
As contribuições das CENOP’s, hoje, superam a condição de Apoio Operacional, elas atuam também como Centrais de Soluções. É notável a fragilidade da linha de frente, que foi altamente renovada e seus novos talentos ainda estão sendo burilados. Eles possuem avidez, garra, e ousadia, mas pecam muitas vezes pela falta de conhecimento sobre nossa Empresa, sobre os negócios, sobre a legislação em vigor, sobre a ação dos órgãos reguladores, em suma, eles estão no balcão oferecendo um produto que não conhecem completamente.
Esse diagnóstico pode ser atestado pelas constantes devoluções e reapresentações de propostas. É comum nos depararmos com negociações que não podem ser concretizadas e promessas que não podem ser cumpridas, provocando grande desconforto e insatisfação em nossos clientes.
A área técnica desta Empresa é supridora de alternativas para superar essa deficiência e a promotora da regularidade dos negócios efetuados, fornecendo as soluções necessárias para realização de negócios com riscos mitigados e calcados na boa técnica bancária. Apesar disso, esses técnicos vêm sendo relegados a condições desfavoráveis, sem qualquer justificativa.
As centrais são áreas meio, mas contribuem efetivamente com os resultados da empresa. Precisamos suplantar as metas propostas para 2010, mas é preciso urgentemente que se reconheça a contribuição do quadro técnico, conferindo-lhe uma posição digna na estrutura organizacional da empresa.
Desenvolvimento se faz com planejamento, e planejamento se faz com conhecimento técnico. Não se desvaloriza um sem prejudicar o outro...
Técnicos de Campo – Comissão de Relacionamento e Acompanhamento |