O Brasil tem demonstrado melhoras consideráveis no quadro econômico e social com a ampliação de vagas no mercado de trabalho e, conseqüente, inclusão social. Nos anos 90, de cada 10 empregos, sete eram informais. Atualmente, o quadro inverteu e o estoque de empregados formais passou de 26,2 milhões, em 2000, para 40,8 milhões em 2009. Os dados são do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
No governo Lula, o país começou a tomar o rumo certo e o número de empregos com registro se aproximou de 12 milhões, enquanto a taxa de informalidade recuou de 47% para 42%. Na mesma base de comparação, a taxa média de desemprego em seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Dieese caiu de 18,7% para 14,2%.
O aquecimento do mercado de trabalho veio acompanhado dos reajustes acima da inflação. Nos últimos anos, os trabalhadores dos diversos setores obtiveram conquistas importantes nas campanhas salariais. A política de recuperação do salário mínimo possibilitou aumento real de 53,6% entre 2002 e 2010.
DESAFIOS
Agora, o brasileiro tem novos desafios, além da luta por melhores condições de trabalho. É preciso também garantir a manutenção da política desenvolvida nos últimos anos para, a partir daí, cobrar a distribuição dos ganhos de produtividade. Esse deve ser o principal embate do movimento sindical, pelo menos até outubro. |