
Passados mais de cinco meses após o fim da greve no Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o fechamento do acordo entre a representação da Instituição e dos funcionários, foi assinado na tarde desta quarta-feira (31) o acordo coletivo 2009-2010 dos trabalhadores do BNB. A solenidade aconteceu no centro administrativo do Passaré, em Fortaleza, e contou com a participação do presidente do Banco, Roberto Smith, do diretor administrativo, Oswaldo Serrano, e da superintendente de Desenvolvimento Humano, Eliane Brasil.
Eliane Brasil ressaltou que alguns pontos do acordo já vêm sendo garantidos na prática. Já o diretor Oswaldo Serrano destacou que o acordo é resultado de um processo de entendimento e convergência entre as partes. Os representantes das entidades apontaram a demora entre o término das negociações e a assinatura do acordo, entretanto aproveitou o momento para registrar, como avanço, a recente aprovação do novo plano de previdência da Capef (Plano CV). “Ao mesmo tempo, colocamos a revisão do plano de cargos, o plano de funções e o ponto eletrônico como questões em que pedimos maior celeridade do Banco”, afirmou Marcos Vandaí, da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).
O presidente da Instituição, Roberto Smith, enalteceu a amplitude das negociações e concordou que ainda há muito o que fazer para avançar nas conquistas. “Uma das questões que temos especial respeito é a participação dos funcionários nos lucros e resultados do Banco”, disse Smith, apontando que o lucro da Instituição por funcionário encontra-se no mesmo patamar que o do Banco do Brasil, guardando-se a devida proporção. “Outra questão importante em que trabalhamos é a capitalização do Banco, a fim de continuarmos crescendo”, afirmou.
Na avaliação da Diretoria da AFBNB, a assinatura do acordo simboliza a celebração de questões acordadas ao fim da greve, durante a campanha salarial, embora haja pontos ainda não cumpridos. Dessa forma, enfatiza que o ato não encerra pendências a serem trabalhadas – a exemplo da revisão do plano de cargos e remuneração, a quitação dos passivos trabalhistas, isonomia, dentre outros. “O próprio Plano CV, da Capef, que está em vias de ser implantado, é fruto da mobilização dos funcionários. Afinal, são quase oito anos de espera”, destaca o diretor de Comunicação e Cultura da entidade, Dorisval de Lima. “Para os próximos acordos, esperamos que o Banco tenha a capacidade de assiná-los em tempo hábil”, finaliza.
Representação dos trabalhadores
Marcos Vandaí (Bradesco) e Marcel Barros (Banco do Brasil) – Contraf; Carmem Araújo (BNB) – Sindicato dos Bancários do Ceará; Ribamar Pacheco (Iatú) – Fetec/NE; Galindo Primo (BNB) – Federação dos Bancários BA-SE e SEEB-BA; Dorisval de Lima (BNB) – AFBNB; Francisco Ribeiro de Lima (Chicão) (BNB) – SEEB-RN; Pedro Moreira (BNB) – SEEB-CE; Raimundo Araújo Costa Filho (BNB) – SEEB-MA; Alan Patrício (HSBC) – SEEB-PE; Océlio Silveira (BNB) – SEEB Extremo Sul da Bahia (representante por procuração). |