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Notícias |
26/03/2010 |
Artigo: O impacto do pré-sal no Nordeste |
Por José Frota de Medeiros, presidente da
Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB)
A Câmara Federal concluiu no início deste mês a votação dos quatro projetos de lei referentes ao marco regulatório para a exploração de petróleo na camada pré-sal – dentre eles o PL 5940/2009, que cria o Fundo Social (FS). Do ponto de vista da realidade brasileira e das demandas sociais, o texto aprovado é o ideal. Mas nada é definitivo. No Senado, há forças que lutarão para reverter o que foi conquistado, inclusive pressionando o presidente Lula. O objetivo do governo é concluir a votação dos projetos ainda no primeiro semestre, por conta do processo eleitoral.
A criação de um Fundo Social (FS) com parte dos recursos do pré-sal será, sem dúvida, uma oportunidade ímpar de se mudar a realidade das regiões mais deprimidas do País, a exemplo do Nordeste. O Fundo Social irá constituir uma fonte regular de recursos para o combate à pobreza e o desenvolvimento da educação, da cultura, da ciência e tecnologia e da sustentabilidade ambiental. Mas o recurso em si só poderá ser revertido para melhorias sociais se for utilizado a partir de uma política nacional de desenvolvimento regional.
A discussão sobre os recursos do pré-sal é fundamental na medida em que vemos pouca movimentação da sociedade civil em torno do tema. Os movimentos sociais estão praticamente ausentes nesse processo. Assim, apenas a classe política disputa em torno dessa questão, que envolve trilhões de dólares. É com essa preocupação que a Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) realiza nesta sexta-feira (26), em Salvador (BA), debate com o tema “O impacto do Pré-Sal na economia e sociedade nordestinas”, reunindo cerca de 150 funcionários do BNB de vários estados do Nordeste, além do norte de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Toda a nação brasileira deve ganhar com o pré-sal. Para tanto, é importante a ação política de todas as classes sociais. Se deixarmos as decisões ao livre arbítrio das forças liberais políticas e de mercado, teremos um país na mesma situação de desequilíbrios sociais e regionais, e o surgimento de novos xeiques do petróleo no mundo, agora brasileiros – e não uma nação justa. |
| Fonte: Artigo publicado na edição de hoje do jornal O Estado, de Fortaleza-CE |
| Link: http://www.oestadoce.com.br/?acao=noticias&subacao=ler_noticia&cadernoID=13¬iciaID=25420 |
| Última atualização: 26/03/2010 às 09:16:00 |
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