O presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Oscar Belo, lembra que os indicadores extremamente favoráveis apresentados pelo País devem ser analisados proporcionalmente às performances medíocres da economia brasileira nos últimos anos. “O crescimento do PIB [Produto Interno Bruto - soma de toda a riqueza produzida pelo País] de 2004, de 5,2%, ocorreu sobre apenas 0,15%. Se crescermos 3,2%, este ano, será muito melhor porque essa expansão se dará sobre uma base alta”.
Belo destaca, ainda, que sinalizador mais fiel do desenvolvimento é o PIB per capita - que faz a relação produção versus crescimento demográfico. “Houve redução da participação dos salários no PIB total. Governo, impostos e rendimentos do sistema financeiro tiveram desempenho muito melhor”. Para o economista, é um equívoco elevar a estabilidade ao status de fim. “Ela é condição”, define. É necessária para formar a base da expansão econômica. Para corrigir o rumo das suas contas, o governo promoveu cortes nos recursos destinados a custeio e investimento. “Crescimento não pressupõe desenvolvimento”, alerta. (ACC)
Fonte: Diário do Nordeste |