As condições de trabalho nas agências do BNB são preocupantes. Por ocasião das visitas regionais realizadas pela AFBNB nos vários estados, os diretores têm observado a sobrecarga de tarefas, a necessidade de contratação de novos trabalhadores e a falta de investimento em equipamentos e em tecnologia, que trazem conseqüências graves ao cotidiano das unidades e aos funcionários.
“As freqüentes reclamações do funcionalismo são pela omissão da Direção do Banco sobre a realidade de trabalho nas agências”, aponta o diretor Administrativo da AFBNB, Assis Araújo. Ele explica que, com a constante movimentação de pessoal ocorre um acúmulo de tarefas para os que permanecem, e estes acabam por sofrer com a sobrecarga de trabalho para além de suas atribuições e funções. Um exemplo é a agência de Jardim do Seridó (RN), que vem passando por sérias dificuldades no seu dia-a-dia, o que sempre é ressaltado pelos funcionários lotados na unidade. “O descaso por parte da Administração também recai sobre a falta investimento em equipamentos tecnológicos, que serviriam para aperfeiçoar o trabalho, e na Avaliação de Desempenho, que é utilizada verticalmente como um instrumento apenas para punir o funcionalismo”, afirma o diretor.
Outro exemplo é agência de vitória da Conquista (BA), inclusive com registros de funcionários sobre a realidade, já tendo constado em documento de demandas enviado pela AFBNB para a Superintendência de Desenvolvimento Humano. Essa situação pode começar ser contornada a partir de agora, com a realização do concurso que está em andamento. “Isto com a imediata convocação dos aprovados, já que há a urgência para tal, haja vista a realidade exigir – não a adoção da política equivocada de cadastro de reservas como está posta”, afirma Dorisval de Lima, diretor de Comunicação e Cultura da AFBNB.
A ausência de um processo democrático nas atitudes da Gestão do Banco vem causando mais do que apenas desconforto aos funcionários. Devido ao estresse e ao excesso de trabalho, muitos deles acabam por sofrerem malefícios na saúde, reflexo das condições adversas em que estão inseridos. Doenças físicas e mentais, como depressão e lesões por movimentos repetitivos, são freqüentemente vistas no funcionalismo. “As reivindicações pela melhoria das condições do trabalho nas agências continuarão até que haja uma atitude para a resolução do problema”, finaliza Assis Araújo. |