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Notícias

  16/03/2010 

Agências do BNB sofrem com carência de funcionários

As condições de trabalho nas agências do BNB são preocupantes. Por ocasião das visitas regionais realizadas pela AFBNB nos vários estados, os diretores têm observado a sobrecarga de tarefas, a necessidade de contratação de novos trabalhadores e a falta de investimento em equipamentos e em tecnologia, que trazem conseqüências graves ao cotidiano das unidades e aos funcionários.

“As freqüentes reclamações do funcionalismo são pela omissão da Direção do Banco sobre a realidade de trabalho nas agências”, aponta o diretor Administrativo da AFBNB, Assis Araújo. Ele explica que, com a constante movimentação de pessoal ocorre um acúmulo de tarefas para os que permanecem, e estes acabam por sofrer com a sobrecarga de trabalho para além de suas atribuições e funções. Um exemplo é a agência de Jardim do Seridó (RN), que vem passando por sérias dificuldades no seu dia-a-dia, o que sempre é ressaltado pelos funcionários lotados na unidade. “O descaso por parte da Administração também recai sobre a falta investimento em equipamentos tecnológicos, que serviriam para aperfeiçoar o trabalho, e na Avaliação de Desempenho, que é utilizada verticalmente como um instrumento apenas para punir o funcionalismo”, afirma o diretor.

Outro exemplo é agência de vitória da Conquista (BA), inclusive com registros de funcionários sobre a realidade, já tendo constado em documento de demandas enviado pela AFBNB para a Superintendência de Desenvolvimento Humano.  Essa situação pode começar ser contornada a partir de agora, com a realização do concurso que está em andamento. “Isto com a imediata convocação dos aprovados, já que há a urgência para tal, haja vista a realidade exigir – não a adoção da política equivocada de cadastro de reservas como está posta”, afirma Dorisval de Lima, diretor de Comunicação e Cultura da AFBNB.

A ausência de um processo democrático nas atitudes da Gestão do Banco vem causando mais do que apenas desconforto aos funcionários. Devido ao estresse e ao excesso de trabalho, muitos deles acabam por sofrerem malefícios na saúde, reflexo das condições adversas em que estão inseridos. Doenças físicas e mentais, como depressão e lesões por movimentos repetitivos, são freqüentemente vistas no funcionalismo. “As reivindicações pela melhoria das condições do trabalho nas agências continuarão até que haja uma atitude para a resolução do problema”, finaliza Assis Araújo.

Fonte: AFBNB
Última atualização: 16/03/2010 às 16:03:00
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