Há um ano, cerca de 90% do grupo de técnicos de campo do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) perdeu o pleno acesso ao seu correio eletrônico institucional. Desde então, eles só podem emitir uma mensagem para até cinco colegas, excluindo-se, assim, a possibilidade de interação com grupos maiores. Tal medida foi tomada em retaliação aos técnicos de campo, que historicamente se organizam em busca de melhores condições de trabalho e fortalecimento da função.
A punição já foi questionada junto à Administração do BNB, que insiste em mantê-la. Com ela, os técnicos ficam vetados, inclusive, da possibilidade de concorrer aos eventos do ambiente de cultura e de outras áreas que determinam o envio do e-mail resposta para grupos.
Os técnicos de campo aguardam, ainda, posicionamento do Banco em relação ao documento entregue no final de agosto contendo as deliberações do V Encontro dos Técnicos de Campo do BNB, ocorrido nos dias 15 e 16 de maio em Petrolina (PE). O encontro teve o apoio da AFBNB e, para além das questões específicas do grupo, como a melhoria nos processos de trabalho, proporcionando celeridade, segurança etc., refletiu sobre o papel do técnico de campo para o cumprimento da missão do BNB.
“Não concordamos com o silêncio do Banco. A AFBNB vai continuar cobrando respostas aos questionamentos e sugestões dos técnicos de campo, além das principais questões reivindicadas pelo funcionalismo, como a implantação do Plano de Funções, a revisão do Plano de Cargos, dentre outras”, afirma o diretor Administrativo da Associação, Assis Araújo. |