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Notícias

  28/03/2005 

Banco Central completa 40 anos na quarta-feira

Por trás da festa organizada para a próxima quarta-feira, 30/3, com direito a convidados vips internacionais, e dos discursos que destacarão as conquistas do Banco Central (BC) do Brasil nos seus 40 anos de existência, está um aniversariante em crise. Apesar de ser um quarentão, o banco ainda briga para obter o que todos conseguem ao chegar à maioridade: a independência. Cheio de ímpeto, como os que entram na idade do lobo, é criticado pela sua política de juros dentro do próprio governo, perdeu espaço na formulação da política econômica e, atualmente, tenta encontrar um nome para ocupar a diretoria da instituição já não é uma tarefa tão simples.

Prioridade da área econômica para este ano, a discussão sobre a autonomia operacional do banco foi atropelada pelos acontecimentos políticos. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, defende que a independência do BC esteja prevista em lei, mas, por ser um tema delicado dentro do PT, não quer correr o risco de criar ruídos e enterrar de vez a possibilidade de ver o assunto aprovado. Com a base do governo esfacelada no Congresso, o momento não é o mais favorável ao encaminhamento dessa discussão, como se pretendia no início do ano.

Apesar de, para o governo e o mercado, o BC já atuar de forma independente, a autonomia afirmada em lei é uma forma de garantir que ela será mantida nas próximas administrações. Hoje, argumentam os técnicos, a situação é mais ou menos como saber dirigir um carro, mas não possuir a carteira de habilitação. ''Isso (falta de autonomia) é ruim para instituição e tem impacto nas expectativas de inflação dos agentes econômicos porque, quando tomam medida impopulares, os diretores sempre são alvo de boatos de demissão'', argumenta Sérgio Werlang, ex-diretor de política econômica do BC, idealizador do sistema de metas de inflação brasileiro.

As críticas das quais o BC é alvo freqüente são classificadas pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, como ''naturais num processo democrático'', mesmo quando vêm do próprio governo. No entanto, mesmo aos 40 anos, o BC ainda se constrange com comentários negativos. As queixas, porém, ficam restritas aos bastidores do governo.

Para o ex-diretor de política monetária do banco, Luiz Fernando Figueiredo, o BC caminha para conseguir a tão desejada autonomia, mas ainda terá de esperar. ''Ainda estamos longe dela'', avalia. (das agências)

Fonte: O Povo 

Última atualização: 28/03/2005 às 09:00:00
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