Na tarde de ontem, diretores da AFBNB e do Sindicato dos Bancários do Ceará estiveram reunidos com representantes do Banco para discutir três pontos específicos: o processo de migração dos GSN Pronaf para Gerente de Negócios, as ausências abonadas e a implementação gradual que vem sendo feita em relação ao Plano de Funções.
A reunião foi solicitada em caráter extraordinário, devido a recorrentes reclamações dos funcionários referentes aos pontos listados acima. Na oportunidade, a AFBNB entregou ao Banco um documento com os principais questionamentos dos funcionários sobre os temas a seguir.
GSN – As entidades apresentaram reclamações dos funcionários acerca da falta de uniformidade no processo, bem como de critérios e transparência no enquadramento, conforme foi solicitado em mesa de negociação. O Banco informou que, dos 260 GSN Pronaf 183 foram efetivados, 63 estão em estágio (mas já sendo remunerados pela nova função em caráter de substituição) e os demais serão desinvestidos da função por incompatibilidade ao perfil que foi definido. Vale salientar que foi cobrado em mesa de negociação que fosse dado amplo conhecimento ao perfil, que até então não se tinha conhecimento.
O Superintendente da Área de Agricultura Familiar e Micro Finança Rural do BNB, Luis Sérgio Farias Machado, informou que para a função de GN Pronaf foram criadas mais 60 vagas, a serem preenchidas mediante concorrência (já iniciadas, segundo o Banco). O perfil – desconhecido até então pelas entidades e pelos funcionários – segundo o superintendente Luis Sérgio, foi enviado a todas as Superintendências e que o processo de enquadramento ficaria a cargo das superintendências e das gerências, a partir da análise do perfil do funcionário e da performance da carteira.
A AFBNB questionou o porque de apenas agora, em um momento que seria de valorização de um grupo de funcionários, os quais já estão muito tempo na função, muitos, inclusive, oriundos do quadro de agentes de desenvolvimento, o Banco veja aqueles que não tiveram desempenho satisfatório e os penalize, com o não enquadramento na nova função e consequente desinvestimento. Na oportunidade as entidades cobraram do BNB a responsabilidade no sentido de adotar uma medida alternativa para aqueles que não serão efetivados não sejam prejudicados, citando por exemplo a migração para outra área de GSN, capacitação devida para posterior enquadramento à nova função ou outra função ou até mesmo o asseguramento. As entidades alertaram o Banco para a possibilidade de tal medida – perda da função – gerar passivo para o banco, uma vez que grande parte desses profissionais já terem tempo suficiente para requerer na Justiça a incorporação, conforme assegurado pela CLT.
O Superintendente Luis Sérgio informou que na próxima semana deverá ser enviada a todas as unidades do Banco uma cartilha com todos os detalhes para gerenciamento da carteira de gerente de negócios Pronaf.
Ausências abonadas (para funcionários que foram admitidos no BNB a partir de 1996)– As entidades apresentaram dúvidas dos funcionários sobre a utilização e cobraram que o uso desse benefício seja imediato, com base na data da vigência do acordo. O Banco divulgará um informe específico sobre o assunto, mas antecipou às entidades que não há nenhum problema em os funcionários já utilizarem as ausências abonadas, pois está garantida a vigência do acordo (a partir de 1º de setembro de 2009).
Plano de Funções – O plano de funções é cobrado em toda reunião de negociação. Apesar de o Banco ter afirmado em mesa de negociação que faltavam alguns ajustes, que estaria em fase de conclusão e que faltaria a autorização do DEST para implantá-lo – o que vem acontecendo na prática é a implantação segmentada do plano, sem levar em consideração conjunto dos funcionários. Tal medida é ruim entre outros aspectos porque quebra o que vem sendo discutido na mesa de negociação e trata os funcionários de forma diferenciada.
Os diretores da AFBNB questionaram como isso vem sendo feito, se o Banco solicitou aprovação do Dest para apenas algumas funções e o motivo de não tido o mesmo procedimento para aprovação do plano global, respeitando a isonomia e solucionando essa questão de vez. A Superintendente de Desenvolvimento Humano explicou que o plano global de funções gerará um impacto financeiro grande, daí ter de ser aprovado pelo DEST. O Banco, segundo ela, dispõe de margem de recursos próprios e os casos em que o Plano já foi implementado até o momento foi de alçada interna, sem ter que passar pelas instâncias superiores do Governo. Ela afirmou ainda que o Banco implementou em segmentos classificados como essenciais. A afirmação foi rebatida pelas entidades, que questionaram qual área não seria essencial ao Banco. Segundo Eliane, todas as são essenciais, mas umas são mais urgentes.
As entidades reforçaram a necessidade de implantação geral do Plano, sem privilégios e sem distinções. A representante do Banco informou que estão aguardando o retorno dos trabalhos em Brasília para mais uma vez instarem junto ao Dest no sentido de dar celeridade e aprovar. Por fim, cobraram que o Banco seja ágil nas providências, para que as medidas a serem tomadas para os demais segmentos ainda não contemplados não sejam inferiores ao que vem sendo praticado para os já contemplados, haja vista as limitações impostas pelo Dest. Assim, é preciso que o Banco aja com a mesma ousadia em relação ao plano global para resolver essa questão de uma vez por todas.
As entidades reafirmam a sua posição de não aceitam esse tipo de tratamento diferenciado e continuarão cobrando o respeito à isonomia de tratamento e desde já chama a atenção aos funcionários para que se mobilizem para reforçar a pressão junto ao Banco, no sentido de garantir a celeridade na conclusão do processo.
Presenças – Pela AFBNB: José Frota de Medeiros e Dorisval de Lima. Pelo Sindicato: Tomaz de Aquino e Maria Carmem. Pelo Banco: Eliane Brasil, Luis Sérgio Farias Machado, Cristiane Garcia Barbosa e Eline Macambira.
|