Desde o início da década de 90, os bancos vêm aprimorando suas estratégias de terceirização, em busca de redução de custos com pessoal. Vários são os mecanismos para burlar a legislação que proíbe a terceirização de atividades-fins, contribuindo, assim, para a drástica redução da categoria, que há 15 anos contabilizava 900 mil trabalhadores e hoje, não passa dos 400 mil em todo o país.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) alega que as instituições financeiras devem se especializar somente nas atividades estritamente bancárias, sendo todas as demais passíveis de serem transferidas a empresas terceiras. Sob esse argumento, os bancos avançam na terceirização dos teleatendimentos, dos serviços de contabilidade e, até mesmo, das compensações, garantindo tratarem-se de atividades-meio por concentrarem manipulação de documentos.
A Justiça, que não é contra a terceirização, critica a forma como os bancos vêm procedendo. "Os bancos estão desviando trabalhadores com a clara intenção de reduzir direitos. A prática fere os direitos trabalhistas e é uma afronta à sociedade por desrespeitar o ordenamento jurídico", destaca recente decisão.
Para contestar o quadro da terceirização no sistema financeiro, a Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT) entregará um dossiê, na próxima sexta-feira (18/3), ao ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini. A entrega será precedida de um seminário, cujo objetivo é debater as tendências da terceirização nos bancos, bem como o enfrentamento sindical à prática.
Fonte: CNB-CUT |