O trabalhador brasileiro consome 4,61% de suas despesas totais com impostos, percentual superior às despesas com recreação (1,96%) e higiene (1,75%), somente abaixo de transporte (15,36%) e saúde (5,35%). Os dados fazem parte de pesquisa feita pela Fecomércio-SP (federação dos comerciantes do Estado), em parceria com a consultoria Tendências.
A pesquisa cruza dados de várias vários estudos do IBGE sobre população, demografia, orçamentos familiares, contas nacionais e considera um consumo “per capita” de R$ 359,34 e um consumo total de R$ 62,75 bilhões. De acordo com esse estudo, os brasileiros despenderiam por mês cerca de R$ 2,9 bilhões somente com impostos diretos.
Os trabalhadores do Estado de Tocantins seriam os brasileiros que mais gastam com os impostos (9,07% do consumo total) enquanto os maranhenses seriam os que menos gastam (1,68%), em proporção. Fluminenses (6,42%) e paulistas (4,64%) estariam no grupo dos 10 que mais gastam.
Disparidades - A pesquisa detecta várias das disparidades regionais brasileiras. O Estado de São Paulo representa 32,6% do consumo global, seguido pelo Rio de Janeiro (11,5%) e Minas Gerais (9,72%).
Somente a região metropolitana de São Paulo responde por 19% do total nacional enquanto o interior paulista abocanha 13,6%, apesar de dispor apenas de 1,8% da população nacional. A explicação está na elevada renda média de algumas cidades da região.
Os trabalhadores de São José do Rio Preto, por exemplo, consomem em média R$ 440 por mês, contra R$ 359,34 da média nacional. No ABC paulista, a média de gastos sobe para R$ 655, num avanço de 82% sobre a média do País.
Fonte: Diário do Nordeste |