A “Campanha pela Ampliação do Conselho Monetário Nacional” foi lançada na última terça-feira (15), em São Paulo, pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Os presidentes da CUT, Luiz Marinho, da Fiesp, Paulo Skaf, e da CNI, Armando Monteiro, assinaram uma carta pública que será entregue ao presidente Lula.
Constituído por apenas três membros (ministro da Fazenda, ministro do Planejamento e presidente do Banco Central), o CMN é o órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional que estabelece as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e creditícia. Mas nem sempre foi assim. Até 1994, o CMN era composto por 27 membros.
A posição das entidades é de que apenas com uma ampla participação será possível garantir o crescimento econômico sustentável, com geração de empregos e incentivo à produção. A principal crítica que feita ao CNM é a definição de metas de inflação muito baixas - será de 4,5% em 2006 - que exigem a manutenção de taxas de juros muito elevadas.
"Precisamos também de metas de salário, de renda, de crescimento. O aumento de juros leva a aumento do endividamento público e conseqüentemente do superávit primário. Uma coisa leva a outra", disse Luiz Marinho.
A proposta, apresentada pelos representantes de empresários e trabalhadores e também assinada por diversos representantes da sociedade nesta terça, defende a ampliação do Conselho para nove membros, com cinco representantes do governo, dois trabalhadores e dois empresários.
"Queremos dar um toque de produção, uma visão diferente para o Conselho", disse Paulo Skaf. "A visão do Conselho nos últimos anos é caracterizada pelo distanciamento da economia real. Precisamos mudar isso", completou Armando Monteiro.
Fonte: Agência Carta Maior |