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23/10/2009 |
Considerações sobre a nova proposta do BNB |
Em todos os processos de negociação, o normal, e assim vem sendo com os demais Bancos que encerraram a greve, é que a Direção da empresa se reúna formalmente com as entidades representativas, no nosso caso a Comissão Nacional, para formalizar suas propostas, que em seguida deverão ser apreciadas pela base à luz da orientação deste comando.
Segundo o coordenador da Comissão Nacional, o Banco anunciou a suspensão da negociação que estava prevista para ontem (22), com o argumento de que a Superintendente de Desenvolvimento Humano ficaria em Brasília até a sexta-feira (23) para tratar do plano de previdência complementar dos novos funcionários e que o próprio coordenador da Comissão Nacional alegou agenda em Recife. Ora, essas justificativas são pouco plausíveis, na medida em que uma greve que beira os 30 dias e a negociação são temas de maior relevância.
Na tarde de ontem, o Banco encaminhou e-mail aos funcionários com uma “nova proposta” que de “novidade” tem um abono de R$500,00, inferior ao da CEF. Ora, os prepostos do Banco sabem que um processo de negociação sério requer que propostas sejam apresentadas para os legítimos negociadores e estes as avaliam e indicam posição para as assembléias.
O e-mail da Superintendente de Desenvolvimento Humano solicita que a proposta “seja apreciada em assembléia, nos diversos sindicatos.” Como a proposta vai ser analisada em assembléia se ela não foi apresentada em reunião formal com a Comissão Nacional? Vale registrar que a autonomia para convocar assembléia é dos sindicatos e que muitos não marcaram assembleia para ontem em virtude do Banco não ter apresentado a proposta formalmente e ter adiado a negociação que aconteceria ontem, conforme informou o coordenador da Comissão Nacional.
A nota fala ainda que “estamos fazendo forte articulação com as entdades representativas. Não temos conhecimento dessa articulação. Que articulação é essa se mesmo com “nova” proposta o Banco se recusa a se reunir, deixando panesa para segunda-feira? Que esforço é esse? A AFBNB está insistindo desde o início da semana para que as partes se reúnam à procura de uma saída que contemple os interesses dos funcionários e ponha fim à greve. Inclusive, os diretores da Associação estão de plantão para se reunir com o Banco a hora e o dia que eles acharem melhor. Hoje, sexta-feira (23), os diretores da AFBNB, alguns também dirigentes de sindicatos integrantes da Comissão Nacional, estão em Fortaleza (CE), para cobrar a realização de uma reunião com o Banco.
As 15:30h de ontem, depois da insistência da direção da AFBNB, recebemos contato do Banco de que seria possível realizar uma negociação ainda ontem à noite. A Associação defende que se o Banco tem uma proposta oficial, nada justifica esperar até segunda-feira para formalizá-la.
Em contato telefônico mantido às 18h de ontem (quinta-feira), com o coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários, nos foi informado que a reunião com o Banco ocorrerá somente na segunda-feira (26).
Diante do quadro, conforme indicamos na nota anterior, o caminho é a manutenção da greve até que se tenha uma negociação séria. A assembléia da Bahia já deliberou pela continuidade da greve e nova assembléia na próxima segunda-feira. Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e Alagoas também reafirmam a continuidade da greve.
Hoje (23), a AFBNB informará os resultados das demais assembléias. A diretoria da Associação vai manter o plantão em Fortaleza na sexta, sábado e domingo, caso o Banco resolva realizar a negociação.
As assembléias demonstram a insatisfação acumulada no seio do funcionalismo e que tentativas de atropelar a autonomia das entidades sindicais não serão toleradas. |
| Fonte: AFBNB |
| Última atualização: 23/10/2009 às 11:24:00 |
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