A última seca de grandes proporções que atingiu a Região Nordeste, entre 1998 e 1999, consumiu R$ 2,2 bilhões só do Governo federal. Segundos dados da extinta Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), o montante foi o total aplicado entre junho de 1998 e dezembro de 1999. O custo é quase a metade dos R$ 4,5 bilhões estimados para a transposição das águas do rio São Francisco para os Estados nordestinos que não são banhados pelo rio.
Esses valores consideram apenas os recursos diretamente investidos pelo Governo federal, sem contabilizar o impacto negativo que a falta de chuva tem para as mais diversas atividades econômicas. Só na agropecuária, a seca de 1998 representou uma redução do PIB da atividade de 23% na comparação com 1997.
O dinheiro aplicado diretamente pelo Governo federal entre 1998 e 1999 serviu principalmente para criação de frentes de serviço, distribuição de cestas básicas, fornecimento de água por carros-pipa e pagamento de renda mensal para populações dos municípios mais atingidos.
Em junho de 1998, a seca atingia 1.235 municípios nordestinos e uma população total de 22,1 milhões de pessoas, das quais cerca de 4 milhões foram diretamente atendidas. As frentes de serviço consumiram a maior parte dos recursos - R$ 1,1 bilhão de reais, para atender, no momento mais agudo de estiagem, 1,2 milhão de pessoas. O único estado que ficou de fora foi o Maranhão.
Fonte: Jornal O Povo |