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Notícias

  15/10/2009 

Ministério Público do Trabalho apura denúncia de assédio moral no BNB

O Sindicato dos Bancários da Bahia foi notificado pelo Ministério Público do Trabalho/5ª região – Feira de Santana/Bahia - a comparecer enquanto testemunha em audiência pública a ser realizada no dia 9 de novembro próximo, para tratar do inquérito civil nº 000072.2008.05.006/9, que apura denúncia anônima de assédio moral nas dependências do Banco do Nordeste.

Nesta campanha salarial, as diretorias do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, por pressão das entidades, reconheceram a existência de fatos e sinalizaram na perspectiva de superação das práticas de assédio moral, com propostas que institucionalizam instâncias de fiscalização e apuração de tais atos. O Banco do Nordeste até o momento não se pronunciou nesse sentido. Motivos que justifiquem ações por parte do Banco certamente não faltam: já por inúmeras vezes entidades representativas dos trabalhadores denunciaram, inclusive em mesa de negociação, a existência dessa prática vergonhosa e criminosa; a AFBNB, recentemente, denunciou casos específicos do ex-superintendente do Etene e do Superintendente do Ceará, fora os casos que chegam às entidades diariamente, como a que chegou ontem, de um gerente que por razões óbvias não quis se identificar, de que o Banco estaria pressionando os gerentes a comparecerem às assembléias em seus estados e votarem contra a greve.

Apesar de tudo isso, a direção do Banco parece fingir que o problema não existe, uma vez que nada de concreto é feito e nenhuma providência é tomada; pelo contrário, tem se mostrado conivente com tais atos, abrindo um preocupante precedente para que práticas dessa natureza sirvam como requisito para nomeações para cargos estratégicos. Eximir-se da culpa, alegar que não direciona os fatos ou simplesmente cruzar os braços é uma atitude que estimula a prática, já que o assediador terá certeza de que nada acontecerá com ele.

O caso da Bahia deve ser exemplar. É através da denúncia e da apuração dos fatos que poderemos acabar com esse tipo de acontecimento. Nesse sentido, é importante também que o BNB siga exemplo do Banco do Brasil e da Caixa e busque mecanismos internos de prevenção e combate a tais práticas.
Fonte: AFBNB e Seeb BA
Última atualização: 15/10/2009 às 13:57:00
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