
Na tarde de hoje (1/10), os representantes das entidades que compõem a Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB) se reuniram com o Banco para a segunda rodada de negociação da Campanha Salarial. Embora as questões econômicas sejam tratadas na mesa única da FENABAN, as entidades entenderam importante discutir questões financeiras específicas do BNB: Plano de Cargos e Remuneração (PCR), Plano de Funções, PLR, licença-prêmio.
Em relação à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), as entidades cobraram do Banco a interlocução junto ao Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (DEST) no sentido de assegurar o pagamento integral. O Banco reafirmou que vai seguir o que for acordado com a FENABAN e sinalizou que deve manter o que foi pago no ano passado: permanece o limite de 25% do valor dos dividendos distribuídos aos acionistas, limitado a 9% do lucro liquido. A Comissão Nacional reafirmou a posição de que o Banco deve negociar com o DEST a flexibilização desses limites, visto que da forma como está existe o risco dos funcionários receberem um valor inferior do que for acordado na FENABAN.
As entidades voltaram a cobrar na mesa de negociação que o BNB apresente uma minuta do acordo do PCR. O Banco informou que a proposta está sendo analisada pelo jurídico da Instituição e se comprometeu em encaminhar a minuta às entidades no prazo de 8 a 10 dias. Na oportunidade, os representantes do funcionalismo reafirmaram a proposta de que o nível 1 do PCR seja o valor do salário mínimo do Dieese. A AFBNB lembra que a revisão do PCR é uma demada do ano passado, onde o Banco firmou acordo que em três meses apresentaria uma proposta. Além disso, o Banco não garante a retroatividade pleiteada pelas entidades e esperada pelos funcionários. A Associação reafirma a necessidade de se fixar uma data para garantir a possível retroatividade e dar celeridade ao processo.
Por conta de denúncias que chegaram a AFBNB de funcionários que por estarem em greve foram impedidos de realizar um curso ofertado pelo Banco, a Comissão Nacional cobrou que os cursos e treinamentos fossem suspensos durante o período de campanha salarial. A Superintendente de Desenvolvimento Humano, Eliane Brasil, informou que a maioria dos cursos foram adiados e apenas os que já estavam em andamento seriam concluídos e dois cursos externos serão realizados. O Banco informou ainda, que os funcionários em greve previstos para participar dos treinamentos externos não serão prejudicados por estarem no movimento grevista, e que os mesmos poderão participar na próxima edição do curso.
Em relação à licença-prêmio, as entidades reivindicaram que o Banco tenha um tratamento isonômico em relação ao restabelecimento do benefício para todos os funcionários. Na oportunidade, foi entregue ao Banco um documento solicitando a isonomia em relação à licença-prêmio. O Banco se comprometeu em levar uma posição definitiva sobre o assunto na próxima reunião.
Em relação ao Plano de Funções o Banco reafirmou que a proposta será finalizada após a elaboração do projeto de reestruturação das agências, que está em fase final, e em seguida o Plano será apresentado para as Comissão Nacional. Foi cobrado do Banco que representantes das entidades acompanhem e participem da discussão dos processos de reestruturação em curso no Banco e do Plano de Funções. A Superintendente sugeriu que o assunto fosse discutido com um grupo específico dos representantes do funcionalismo e do Banco.
Outro assunto enfatizado pela Comissão foram as práticas recorrentes de assédio moral no BNB, citado como exemplo as atitudes do Superintendente do BNB no Ceará, fato já de conhecimento do Banco, que ocasionou manifestação pública na Agência Centro e aprovação de moção de repúdio em assembléia dos bancários na sede do SEEB-CE, além de denúncia em um programa de rádio realizada pelo presidente do Sindicato. O Banco enfatizou que tem respeitado o direito de greve dos trabalhadores e que não há nenhum direcionamento da Instituição no sentido de retaliação aos funcionários que estão em greve. A AFBNB reitera que embora não haja direcionamento institucional para a questão, não tem verificado nenhuma medida do Banco no sentido de coibir tais práticas. Nesse sentido, a Associação conclama as entidades a denunciar quaisquer atitudes dessa natureza dentro da Instituição.
As entidades cobraram um calendário semanal de negociações durante a Campanha Salarial. O Banco agendou a próxima reunião para quinta-feira, dia 8.
Avaliação
Para o diretor da AFBNB Alberto Ubirajara, a reunião não trouxe nenhum avanço nem propostas concretas que pudessem apontar para suspensão da greve. Nesse sentido, é necessário dar continuidade a mobilização e ampliação do movimento com a participação dos funcionários que ainda não aderiram à greve, “haja vista que as conquistas da greve são direcionadas para o conjunto da categoria”, destacou Ubirajara.
A GREVE CONTINUA!
Presenças: Entidades representativas: AFBNB – Alberto Ubirajara (BNB) e José Frota de Medeiros; Federação dos Bancários Bahia-Sergipe – Waldenir Britto(BNB); SEEB-BA: Galindo Primo; SEEB-RN Francisco Ribeiro (Chicão); SEEB-PI: Luzemir Almeida (BNB); SEEB-CE – Carmen Araújo (BNB) e Claudio Rocha (BNB); Contraf-CUT - Tomáz de Aquino(BNB); SEEB-PE – Manoel Spinelli (Bradesco). Pelo Banco: Eliane Brasil (Super – DH); Célia Matos (Ambiente de Gestão de Pessoas – Gerência); Eline Macambira (Ambiente de Gestão de Pessoas – Célula de Benefícios); Marcius Virgilius (Assessoria da Super-DH), Marcos Marinelli, (Ambiente de Educação Corporativa)
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