
Na tarde de ontem (18), a AFBNB, por meio de seu presidente, José Frota de Medeiros, do diretor de Ações Institucionais, Alci Lacerda, e da diretora Tesoureira, Rita Josina, se reuniu com o diretor de gestão do desenvolvimento do BNB, Pedro Rafael Lapa, no Passaré. Na pauta da reunião, apresentação da agenda institucional defendida pela AFBNB, convite para a 36ª Reunião do Conselho de Representantes dentre outras demandas importantes para a Associação.
Medeiros convidou pessoalmente o diretor para a abertura da 36ª RCR e justificou a importância do tema da Reunião – Transformar o Nordeste: realidade ou utopia – sobretudo neste momento em que a nação brasileira voltou a discutir um projeto para a região, dentro de um projeto de nação, liderado pelo então ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Mangabeira Unger.
O presidente da Associação informou que as propostas contidas no documento apresentado pela SAE foram o tema central de reunião da bancada nordestina realizada semana passada, em Brasília, da qual Medeiros participou e que há uma mobilização favorável a inserir o assunto na pauta política nacional. “A Reunião do Conselho de Representantes é mais um espaço rico para essa discussão e para contribuirmos para traçar estratégias para o Nordeste e para o semi-árido”, justifica Medeiros. Os diretores da AFBNB aproveitaram a ocasião para solicitar mudança de data em evento interno do Banco, que reuniria agentes de desenvolvimento no mesmo dia da 36ª RCR, demanda que segundo o diretor Pedro Lapa seria providenciada.
Os diretores da Associação expuseram ao diretor do Banco as quatro frentes atuais de intervenção da entidade: mobilização e articulação para o aumento do capital do Banco, aumento do número de agências, diversificação das fontes de financiamento e valorização dos recursos humanos, com ênfase em um plano de cargos compatível com um banco de desenvolvimento. Além disso, ressaltaram a necessidade do Banco não perder o foco no desenvolvimento, ou seja, que a compreensão de produtividade e resultados, por exemplo, não sejam mensurados pelas normas de mercado e sim pelo impacto social que a ação do Banco provoca na região. E que também áreas estratégicas do banco, ligadas à produção de conhecimento e ao planejamento das ações de desenvolvimento sejam fortalecidas.
“É compreensível que na relação Banco/entidades haja contradições. Temos muitos pontos discordantes, mas também muitos convergentes, cabendo ampliar o diálogo”, destacou Alci ao diretor do BNB, ratificando a necessidade de uma agenda permanente de discussão entre as duas instituições.
A AFBNB considera esses momentos de extrema importância para ambas as instituições, por proporcionar diálogo e o conhecimento de demandas de ambas as partes e ver formas de dar andamento a questões fundamentais para o Banco e o funcionalismo. A próxima reunião será na sexta-feira, 21, com o diretor Luiz Carlos Everton Farias, da Diretoria de Controle e Risco. Na oportunidade também serão discutidos ações de interesse das duas instituições. |