|
|
Notícias |
18/08/2009 |
Lucro do BNB bate R$ 133,8 milhões |
BNB aproveitou a retração da concorrência dos bancos privados e entrou para suprir a demanda do mercado
Conservador nos primeiros três meses do ano, retraído em decorrência da propalada crise financeira global e com lucratividade de apenas R$ 8,5 milhões no trimestre, o Banco do Nordeste (BNB) soltou as amarras do crédito, apostou no mercado e fechou o primeiro semestre de 2009 com lucro líquido de R$ 133,8 milhões - R$ 125,3 milhões, ou 93,64%, do total amealhados nos três meses seguintes, de abril a junho. Inferior em 35%, aos R$ 205,1 milhões de lucros registrados no primeiro semestre de 2008, a lucratividade obtida nos primeiros seis meses deste ano foi, ainda assim, considerada positiva pela direção do banco.
Além da retração natural do mercado, explica o diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do BNB, Luiz Henrique Mascarenhas, a necessidade de provisionamento de maior volume de recursos para cobrir operações de "créditos duvidosos" - sobretudo do setor agrícola - foram alguns dos fatores que puxaram a lucratividade para baixo no primeiro trimestre. Em compensação, ressalta o executivo, a retração do crédito pela banca privada nos meses de abril a junho, terminaram por atrair para o BNB, novos clientes, o que contribuiu para elevar os resultados do semestre.
"A menor concorrência dos bancos privados abriu mais espaço para suprir a demanda do mercado", esclarece Mascarenhas, ao comentar os números do balanço financeiro da instituição, publicados no último dia 14. Segundo ele, a lucratividade adveio, sobretudo, da contratação de 957 mil operações de crédito, correspondentes a empréstimos e financiamentos de R$ 8,3 bilhões, o que representou expansão de 40,5%, sobre o primeiro semestre de 2008.
Conforme explicou, a intermediação financeira resultou em receitas brutas totais da ordem de R$ 1,43 bilhão, enquanto a arrecadação de tarifas contribuiu com R$ 548 milhões, o equivalente a 38,3% das receitas totais da instituição no semestre. Mascarenhas explicou ainda, que dos R$ 8,3 bilhões aplicados, R$ 5,1 bilhões o foram financiamentos de longo prazo e R$ 3,2 bilhões, em operações de curto prazo, que apresentaram expansão de 100,8%, decorrentes do "conservadorismo" da banca privada.
Ceará
Do total financiado pelo BNB, no período em análise, as empresas cearenses participaram com a contratação de financiamentos da ordem de R$ 1,96 bilhão, sendo R$ 654 milhões contraídos pelo setor industrial, R$ 585 milhões, pelo comercial e de serviços, R$ 548 milhões, para o segmento de infra-estrutura e R$ 179 milhões, em empréstimos para o setor rural. |
| Fonte: Diário do Nordeste |
| Link: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=662929 |
| Última atualização: 18/08/2009 às 11:18:00 |
|
|
|
 |
Comente esta notícia |
|
Comentários |
Seja o primeiro a comentar.
Basta preencher o formulário acima.
|
|
|