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Notícias

  03/08/2009 

Bancários e Correios: Tão iguais e tão diferentes!

*Eloy Natan

Em setembro além dos bancários, os trabalhadores dos Correios (ecetistas) também estarão em campanha salarial. Assim como os bancários, eles amargam um baixo piso e o arrocho salarial com perdas salariais acima de 41%.

Se os bancários sofrem no seu dia a dia com a prática do assédio moral e sabem muito bem o que foram as privatizações, as fusões e atualmente a venda dos bancos estaduais, nos Correios a realidade não é muito diferente. Nos últimos anos aumentaram os casos de assédio moral na empresa e agora o governo pretende acabar com o monopólio postal, abrindo espaço para a privatização do setor.

Como podemos ver, as duas categorias têm muito em comum, além ainda no caso dos bancários do BB, Caixa, BNB e BASA de ter o mesmo patrão: O governo federal.
Mas as semelhanças acabam por aí quando o assunto é campanha salarial. Olhando as pautas de reivindicações podemos perceber as diferenças. Em primeiro lugar os ecetistas negociam diretamente com a direção da empresa, ao contrário dos bancários da rede pública que negociam na mesa da FENABAN.

Em segundo lugar, diferente da ridícula proposta da Contraf-CUT de 10%, na pauta dos Correios deste ano tem a busca da reposição das perdas salariais desde o Plano Real além de aumento real de R$ 300 sobre os valores já reajustados.

Por último, o calendário de lutas dos ecetistas já definiu o dia 14 de setembro como data limite para as negociações com os Correios. Bem diferente da Contraf – CUT que nos últimos anos cozinha a categoria no banho-maria empurrando a greve sempre para o mês de outubro.          

Com uma estratégia melhor, os resultados só poderiam ser maiores que os nossos: os ecetistas tiveram um reajuste nos últimos anos de aproximadamente 72%, enquanto a inflação foi de 36%.

Os altos lucros dos banqueiros nos último anos deixa claro que podemos conquistar muito mais, em 2008 o lucro do Banco do Brasil (R$ 8,8 bilhões) foi mais de dez vezes maior dos Correios (R$ 807 milhões). Por uma campanha salarial para valer que unifique todos as categorias em campanha salarial em setembro, defendemos:

Piso salarial do DIEESE - R$ 2.047,00.
PLR de 25% do lucro líquido, distribuída linearmente.
Reajuste salarial de 30%, repondo as perdas da Fenaban, além de buscar as perdas dos bancos públicos, de modo escalonado.
Mesa única de bancos privados, com a Fenaban, e mesa única para bancos públicos, com o governo.
Estabilidade no emprego
Isonomia de direitos
Fim do assédio moral e das metas abusivas
 
Com informações do site da Fentect (Federação dos Correios)

*Eloy Natan, Sec.de Políticas Sindicais e Sociais do SEEB-MA
Fonte: Sindicato dos Bancários do Maranhão
Última atualização: 03/08/2009 às 10:03:00
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