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Notícias

  20/07/2009 

Pobres são empurrados para correspondentes bancários

Os bancos continuam desenvolvendo formas de não contribuir com o desenvolvimento social do país. Criado para democratizar o acesso ao sistema financeiro, o correspondente bancário virou símbolo do preconceito e discriminação dos bancos, que empurram os mais pobres para este tipo de atendimento. Segundo pesquisa feita pelo Instituto Fractal, 41% das pessoas que utilizam o correspondente bancário têm renda mensal entre R$ 251,00 e R$ 500,00. Outros 53% ganham salários de R$ 500,00 a R$ 800,00, enquanto os 6% restantes sobrevivem com R$ 250,00 a cada trinta dias.

Ao mesmo tempo em que empurram os mais pobres para fora das agências, os bancos têm investido pesado para atrair clientes mais ricos. Este mês, o HSBC anunciou que pretende concentrar sua expansão no Brasil no segmento de varejo de alta renda. O banco inglês vai investir R$ 70 milhões na abertura de 30 das chamadas agências Premier, elevando o total desses pontos para cem até o fim do ano. As agências Premier são projetadas para atender clientes que ganham pelo menos R$ 5 mil por mês e que tenham R$ 50 mil disponíveis para investimentos.

A situação nos bancos públicos não é diferente. O Banco do Brasil também anunciou que quer crescer no segmento de alta renda. Hoje são 400 mil clientes com renda acima de R$ 6 mil mensais ou com aplicação superior a R$ 100 mil. O private responde por 11 mil clientes desse total, com mais de R$ 1 milhão para investir. O banco pretende dobrar esse número e chegar a 800 mil clientes em três anos, diz o novo superintendente da área, Jânio Macedo. No ano passado, a área cresceu 30% em número de clientes.

O preconceito dos bancos com os mais pobres prejudica diretamente o emprego dos bancários. Na década passada, o crescimento do número de correspondentes foi um dos vilões da redução de postos de trabalho entre os bancários. Em 1990, o Brasil tinha mais de 750 mil trabalhadores na categoria. Hoje são cerca de 465 mil.

Os bancários estão nitidamente sobrecarregados. O resultado disso são estresse e doenças ocupacionais para os trabalhadores e queda da qualidade do atendimento para os clientes. Para os correspondentes sobra a precarização do emprego, já que fazem o mesmo trabalho dos bancários, mas ganham menos e não têm os mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva. Além disso, os correspondentes não atende às condições mínimas de segurança, pois, muitas vezes, operam em locais precários. Há anos os sindicatos têm lutado para corrigir as distorções criadas pelos correspondentes bancários, que precisam de regulação no país, assim como todo o sistema financeiro nacional.
Fonte: Seeb-BA
Última atualização: 20/07/2009 às 09:16:00
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