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02/07/2009 |
Conselho Monetário Nacional (CMN) reedita aperto inflacionário |
O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu que a meta de inflação para 2011 permanecerá em 4,5%, anunciou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O governo repete, assim, a mesma taxa aplicada para os anos de 2009 e 2010. O CMN é composto pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, além do presidente do BC.
O número servirá como "alvo" da política monetária já a partir de 2010, já que as decisões sobre os juros podem levar até nove meses para surtir efeito sobre a inflação. A manutenção da meta em 4,5% indica que o governo ainda não vê espaço para uma redução significativa da inflação no país. Os preços de algumas commodities, que têm grande influência sobre a inflação no país, já mostram sinais de recuperação. Até 2011, é provável que subam ainda mais.
Além disso, uma taxa menor diminui as chances de acerto do Banco Central (BC). E se a inflação der sinais de que irá ultrapassar o alvo, o governo precisará intervir por meio do aumento das taxas de juros, o que prejudica o crescimento da economia. Um exemplo desse processo ocorreu no ano passado, quando a inflação ficou em 5,9%. O número ficou dentro da faixa de tolerância (2,5% - 6,5%), mas muito acima do centro da meta, de 4,5%.
O BC então iniciou um processo de elevação dos juros, que passou de 11,25%, taxa de junho, para 13,75%, em dezembro. Com o agravamento da crise financeira global, entretanto, o BC voltou a cortar os juros. No ano passado, durante as discussões sobre a meta de 2010, havia sinais de discordância entre os representantes do CMN. Enquanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendia a manutenção da meta em 4,5%, o BC via espaço para uma meta menor.
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| Fonte: Vermelho, com informações da BBC Brasil |
| Última atualização: 02/07/2009 às 11:15:00 |
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