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Notícias

  25/06/2009 

AUTO-SUFICIÊNCIA: Microcrédito é caminho para reduzir pobreza

Metade da população mundial é pobre e vive com até US$ 2 por dia. Uma realidade difícil de encarar, mas que pode ser mudada com o trabalho do poder público e sociedade organizada. Para Warner Woodworth, professor da Marriot School of Management, Bringham Young University (BYU), a solução não está no assistencialismo, mas na criação de oportunidades para a auto-suficiência. E pode ser resumida em uma palavra: microcrédito.

Foram justamente experiências com essa forma de empréstimo que ele veio conhecer no Ceará. Ontem, ele esteve no Instituto de Prevenção à Desnutrição e à Excepcionalidade (Iprede) e se encontrou com integrantes do Banco Palmas, Banco do Nordeste e Unicef. ´Essa reunião foi só uma prévia e fiquei impressionado. O envolvimento é maior do que eu imaginava´, diz Woodworth, um dos principais nomes mundiais do terceiro setor e teórico do microcrédito.

Segundo ele, a pobreza das favelas e periferias cearenses é semelhante a de outros países latino-americanos, como Peru, México, Guatemala e Bolívia. No interior, a situação se agrava e a miséria rural do semi-árido se aproxima de extremos africanos. ´São pessoas expostas a doenças, falta de educação e de oportunidades, muitas delas crianças´, observa o professor, que é PhD em comportamento organizacional pela Universidade de Michigan.

Há mais de vinte anos atuando no setor, Woodworth afirma que ele e vários de seus alunos na BYU estão dispostos a iniciar atividades independentes no Brasil, em parceria com Estados, Municípios e ONGs. Ele conta que sua visita ´tem o intuito também de trazer mais conhecimento sobre o assunto e conscientizar sobre o microcrédito. Posso prestar assessoria e dar colaboração´. Em 2002, ele esteve em Santa Catarina e ajudou em programas de microcrédito, que hoje estão presentes em 15 municípios.

Falta estratégia

Apesar dos avanços, o professor destaca que o Brasil, em geral, não tem aproveitado oportunidades de construir uma estratégia para aumentar o nível do microcrédito. ´Falta liderança, recursos, visão. Há boas experiências, mas são milhões de pessoas que precisam de ajuda financeira. Não estou falando de assistência, mas de construir um ambiente de auto-suficiência para essas pessoas´, argumenta Woodworth.

Ele cita o exemplo do pioneiro Grameen Bank, aberto em Bangladesh, em 1983. Atualmente, o banco popular indiano possui mais de 7 milhões de clientes, a imensa maioria mulheres pobres de zonas rurais. Não à toa seu criador, o economista bengalês Muhammad Yunus, ganhou o Nobel da Paz em 2006. Considerando que de cada mulher dependem, em média quatro pessoas, quase 40 milhões de pessoas são beneficiadas pelas microfinanças.

Estudos do Banco Mundial indicam que cerca de 50% das pessoas que tomam dinheiro do microcrédito do Grameen Bank saem da linha de pobreza em até cinco anos, e outros 25% chegam à linha de pobreza.

No Brasil, o volume de crédito movimentado nesta modalidade em 2008 foi 64% maior que em 2007, com aumento observado mesmo no último trimestre do ano, quando a crise global já estava instalada, segundo dados do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo e Orientado, ligado ao Ministério do Trabalho.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste
Link: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=649352
Última atualização: 25/06/2009 às 11:11:00
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