O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) aprovou, na última segunda-feira, a estadualização da atuação das superintendências regionais. Haverá a criação de superintendências em cada Estado do Nordeste e uma com sede em Belo Horizonte, para atender o norte de Minas Gerais e Espírito Santo, além das agências do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
Segundo o diretor de negociação e gestão de pessoas do BNB, Assis Arruda, a decisão foi tomada com base no aumento de demanda em 2004, quando as operações foram dobradas. Ele explica que a mudança pretende melhorar o gerenciamento das agências, tornando-o mais efetivo e eficaz. Anteriormente, o BNB contava com cinco superintendências regionais, cada uma atuando em dois ou mais Estados, coordenando um total de 180 agências.
De acordo o presidente do BNB, Roberto Smith, a seleção dos novos superintendentes atendeu a critérios técnicos e à estrutura de carreira do Banco. Para o Ceará, o escolhido foi o arquiteto Isaías Matos Dantas, que era superintendente Regional para o Estados do Maranhão e Piauí. O cargo estava vago no Ceará desde o afastamento de Roberto Gress para assumir a chefia de gabinete do presidente Roberto Smith.
Assis Arruda informa que a medida não acarreta demissões ou aumento de custo. “Pelo contrário, essa mudança visa o incremento dos negócios e a expansão da área comercial”, diz. No ano passado, o BNB mais que dobrou suas operações, contratando R$ 4,53 bilhões em créditos de curto e longo prazo, contra R$ 2 bilhões em 2003.
Somente o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) respondeu, em 2004, por R$ 3,5 bilhões. “Em 2002, esse valor não passava de R$ 250 milhões”, diz. A meta é pelo menos manter esse montante do ano passado em 2005, além de dar “um grande salto” na área comercial, conforme Arruda. Segundo ele, ainda não é possível estabelecer objetivos concretos nesse sentido, até porque o primeiro ano será de adaptação.
Para Roberto Smith, a estadualização das superintendências vai dinamizar e fortalecer a atuação do Banco em todos os Estados, adequando a estrutura do BNB à realidade de crescimento da empresa. Assis Arruda acredita ainda que a presença de um superintendente em cada Estado vai facilitar o atendimento aos pleitos estaduais e favorecer o incremento das operações, não só no crédito para investimento mas também no que se refere às operações comerciais.
Fonte: Diário do Nordeste (editoria de Negócios, edição de 16/02/2005). |