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Notícias

  22/06/2009 

Um projeto para o Nordeste

Quando estivemos à frente do Dnocs debatemos esse assunto com estudiosos e formuladores da qualidade de Valton Miranda, Paulo Linhares, Cláudio Ferreira Lima, Diatahy Menezes, Tânia Barcelar e o saudoso Demócrito Dummar, entre outros. Destes, o mais entusiasmado sempre foi o Demócrito que batia na ideia “falta um projeto para o Nordeste” e achava que o Dnocs poderia ser o puxador dessa tese.

Agora, o ministro Mangabeira Unger lança as bases de um Projeto para o Nordeste. A proposta repousa em quatro premissas básicas: a) não há uma solução para o Brasil, sem solução para o Nordeste; b) falta um projeto para o Nordeste; c) não há solução para o Nordeste, sem solução para o semiárido; d) o Projeto Nordeste deve começar por instrumentalizar as duas forças manifestas hoje no Nordeste – o empreendedorismo e a inventividade.

Tais premissas além de resgatarem ideias de Celso Furtado, propõem que as soluções possam emergir da própria região, da sua realidade, dos seus desafios e do seu potencial. A proposta Mangabeira define cinco iniciativas capazes de deslanchar uma dinâmica: construir o longo prazo, iniciando pelo curto prazo; insistir no federalismo cooperativo;partir do que deu certo (transformar as ações pontuais em políticas públicas); processo decisório aberto; construir um projeto do Estado brasileiro e não um plano de governo.

Ao final, a proposta arrola onze programas bastante concretos. É claro que há equívocos na proposta do ministro Mangabeira e um deles é quando, ao propor um novo modelo institucional de irrigação, se reporta tão somente à Codevasf, cuja experiência é nos vales e nem uma vez cita o Dnocs, que históricamente é a instituição que mais trabalhou o semiárido.

É preciso que nós, nordestinos, assumamos este debate para garantir, dentro desse projeto, a construção de um Plano de Convivência com o Semiárido. O debate se realizará no Plenário da Assembleia, amanhã, 23, a partir de 9 h.

Eudoro Santana - Engenheiro e do Conselho de Altos Estudos da Alce


Fonte: Jornal O Povo
Link: http://www.opovo.com.br/opovo/opiniao/887237.html
Última atualização: 22/06/2009 às 12:43:00
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