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Notícias

  18/06/2009 

Escândalo: Comissionamentos suspeitos de sindicalistas expõem relações perigosas

No dia 16 de janeiro de 2009, o secretário-geral e coordenador da comissão de negociação da CON­TRAF-CUT, Marcel Juviano Bar­ros, foi comissionado pelo BB, pas­sando de caixa executivo para uma comissão equivalente a AP 6, o que significa receber um salário de R$ 7.600,00. No último mês, a dire­tora do sindicato dos bancários de São Paulo, Ana Paula Domenico­ni, também teve a mesma ascensão meteórica na carreira, passando de caixa executivo a assessora sênior da Diretoria de Mercados e Capitais (DIMEC), com o mesmo salário de R$ 7.600,00. Marcel e Ana Paula são representantes dos funcionários do BB na mesa de negociação.

Esse fato é grave e deve ser expli­cado. O comissionamento que não leva em conta nenhum parâmetro pré-estabelecido. Marcel foi comis­sionado sem sequer trabalhar e Ana logo no primeiro dia em que voltou para a base. Ambos estão novamen­te liberados do trabalho para ativi­dade sindical.

 No entanto, ao atingir membros da comissão de negociação dos funcio­nários, expõem uma situação mais que inaceitável. Rompe com a inde­pendência dos negociadores, afinal os mesmos praticam uma verdadei­ra troca de favores e esta é sua ex­pressão máxima. Explica-se porque durante o congresso dos funcioná­rios, a Contraf-CUT foi contra a re­posição das perdas salariais, a volta do antigo PCS e o fim da co-partici­pação na CASSI.

 Comissionamentos assim, de nada ajudam na construção de um Banco do Brasil público, envolvido no de­senvolvimento do povo brasileiro, responsável socialmente e demo­crático. Pelo contrário, incentiva o já famigerado processo de camari­lhas e processos injustos de comis­sionamentos.

 Veja quem são eles

 A comissão de empresa, da qual Marcel e Ana Paula fazem parte, é a responsável por negociar com o BB as matérias de interesse do funcionalismo.

 Ana Paula é diretora do Sindica­to dos Bancários de São Paulo e Marcel é secretário-geral da Contraf-CUT. Ambos são libera­dos do trabalho, por exercerem funções no movimento.

 Seus cargos deveriam estar a serviço da categoria. No entanto, utilizaram seus postos para cons­tantemente defenderem o Banco. Foi assim no plebiscito da CAS­SI e, principalmente, durante as campanhas salariais.

 Parece que tiveram o reconhe­cimento merecido por parte do patrão. Reconhecimento que mancha para sempre suas ativi­dades no sindicalismo.

Saída imediata dos envolvidos da Comissão de Negociação

Não podemos aceitar que as pessoas que negociam o nosso salário este­jam devendo favores para o banco. Por isso temos que exigir a destituição imediata de Marcel e Ana Paula da comissão de empresa e uma investi­gação feita pelo próprio movimento sobre a questão. A nova comissão de empresa deve ter os seus membros eleitos em assembléias dos funcioná­rios do BB.
Fonte: Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB), publicado no Sindicato dos Bancários do MAranhão
Última atualização: 18/06/2009 às 08:00:00
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