A bancada nordestina vai discutir, amanhã, o Plano de Desenvolvimento do Nordeste. O documento será apresentado pelo ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, na Câmara dos Deputados. O projeto propõe ações de longo prazo para superar os problemas da região. ´A criação desse Plano vai dar outra dimensão para nós porque vai colocar a região no centro da disputa nacional. Sem o Nordeste, o Brasil não tem saída´, avaliou o deputado José Guimarães (PT-CE), um dos membros da bancada nordestina.
O Plano indica quatro diretrizes: dar oportunidades ao empreendedorismo na política industrial e agrícola; oferecer o ensino técnico; unificar o Nordeste com obras de infra-estrutura; e reorientar os grandes projetos industriais.
Para que essas metas sejam cumpridas, são propostas 11 ações nas áreas de Educação, Ciência e Tecnologia, incentivo às pequenas e médias empresas e à agricultura familiar. Na proposta, a Sudene será responsável pela coordenação e execução do Plano no âmbito federal, estadual e municipal.
Entre as medidas que merecem destaque estão: a criação de uma agência de empreendedorismo; a adoção de um novo modelo institucional de irrigação e a organização da agricultura do semiárido.
Para José Guimarães, o Plano é fundamental para o desenvolvimento econômico do Ceará. Segundo o deputado federal, iniciativas de recuperação das bacias hídricas, a criação de projetos nas áreas de infra-estrutura urbana e turística, além do reconhecimento da caatinga e do cerrado como biomas nacionais devem ser valorizados pelos estados. ´Devemos recuperar primeiro a parte ambiental e hídrica do Nordeste´, defendeu.
O Plano será discutido no dia 23, em Fortaleza, pelo Parlamento Nordestino, com a presença do ministro, do governador do Ceará e de parlamentares estaduais e federais.
´Esperamos que ele seja aprovado antes do fim do ano, assim como os recursos para as ações preventivas que dão sustentabilidade ao crescimento do Nordeste´, finalizou José Guimarães. |