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Notícias

  27/05/2009 

AFBNB participa de reunião sobre Plano de Desenvolvimento de Carreiras

Em atendimento a uma solicitação do Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB-CE), o Ambiente de Gestão de Pessoas do BNB realizou ontem (26), das 12h às 14h, no auditório principal do Passaré, reunião com os funcionários para discussão sobre a proposta do novo Plano de Desenvolvimento de Carreiras (PDC), elaborado pelo Banco.

O evento contou com a presença do presidente da Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB), José Frota de Medeiros, e de outros diretores da Associação, além de dirigentes do SEEB-CE. A solicitação feita na última reunião de negociação pelo diretor da AFBNB, Alberto Ubirajara, para que seja realizada uma videoconferência sobre o novo Plano, não foi confirmada pelo Banco, embora não tenha sido descartada.
 
Na ocasião, o Banco foi representado pela gerente do Ambiente de Gestão de Pessoas, Célia Matos, que respondeu aos questionamentos dos funcionários. A gerente iniciou sua fala contextualizando o processo que culminou na proposta, elaborada inicialmente a partir de reuniões com as áreas competentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, e de discussões internas nos ambientes, para identificar “que profissional o Banco tem e precisa”. Segundo ela, a versão de janeiro último – socializada pela AFBNB – não está finalizada e muitas das sugestões enviadas ao Ambiente foram incorporadas, inclusive observações entregues na semana passada pela Associação, com dúvidas dos funcionários. Portanto, o Plano ainda está em processo de construção e aberto a colaborações.

Célia Matos não comentou sobre valores propostos na planilha entregue pelo Banco às entidades, mas sobre o Plano de forma geral. Ressaltou ainda que o novo Plano é um ato de gestão da empresa e como tal não consta em acordo nem precisa da aprovação dos funcionários, mas que é importante para a Instituição saber o que pensam seus trabalhadores – o que ratifica o entendimento da AFBNB, que colheu as dúvidas junto ao funcionalismo e as encaminhou ao Banco.

A Associação ressalta que já foi deliberado pelas entidades representativas dos funcionários que os planos de função e de cargos sejam desatrelados, o que até o momento tem sido ignorado pelo Banco, uma vez que o Plano de Desenvolvimento de Carreias (PDC) é uma junção dos dois. No mesmo sentido, a AFBNB reitera a importância de fixar a data de implantação dos dois planos em 1º de julho, o que ainda não foi garantido pelo Banco.

Durante a reunião, a gerente do Ambiente de Gestão de Pessoas frisou que o Plano não pode ser resumido a uma planilha do Excel com valores e funções. “O Plano é um documento que vai apontar para o funcionário o caminho que ele vai percorrer ao entrar no Banco”, disse Célia Matos. Segundo ela, os valores podem ser alterados, uma vez que a função depende do orçamento e dos resultados da empresa. Ela prevê para o próximo ano – ou para 2011 – a instalação do Portal DH que facilitará a visualização das concorrências, promoções etc.

A AFBNB destaca que a proposta elaborada pelo Banco não foi fruto de discussão. Dessa forma, o documento encaminhado em janeiro e a tabela disponibilizada recentemente são de autoria unilateral do BNB, não sendo resultado de negociação. Já a criação do Portal DH vai ao encontro a uma das bandeiras da AFBNB, ratificada por seu Conselho de Representantes: a transparência em relação concorrências, comissionamentos, transferências etc.
A falta de comunicação entre o Banco e a base em relação à proposta foi motivo de crítica e reclamação por vários participantes, uma vez que só teriam tomado conhecimento do Plano através da AFBNB. Questionada por um funcionário sobre o motivo do Banco não ter disponibilizado oficialmente o documento para as contribuições de seus trabalhadores, a gerente respondeu que o Banco precisava, antes, de um documento finalizado e que em janeiro uma versão teria sido socializada com os superintendentes para discussão com suas equipes.

Célia Matos enfatizou ainda que não haverá rebaixamento de salários com o Plano e que o embate maior a ser travado não deve ser interno, “entre os pares”, mas do Banco para cima, já que é preciso defender o Plano em instâncias superiores como o Ministério da Fazenda e o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest). “Temos que apresentar para o Governo quem é esse nosso funcionário e porque ele deve ser melhor remunerado”, afirmou.

O Banco apresentou o trâmite que o Plano de Desenvolvimento de Carreira deve percorrer até ser aprovado – Jurídico/Diretoria/Conselho de Administração/Órgão Reguladores (no caso, o Ministério da Fazenda) e enfim para o Dest (Ministério do Planejamento) – mas não acenou com nenhum cronograma para isso. “Quanto mais formos criativos em como pagar o Plano, melhor será o resultado em Brasília”, afirmou.

O diretor administrativo da AFBNB, Assis Araújo, reafirmou a decisão da Reunião do Conselho de Representantes da AFBNB e do Congresso Nacional dos Funcionários do BNB em manter o interstício de 4% quando da promoção. Cobrou ainda que o Banco faça os ajustes necessários no PCR, tendo em vista as distorções com a implantação do piso, que nivelou os três níveis iniciais da carreira e não repercutiu nos demais. Ele falou ainda da importância de se reafirmar a jornada de 6 horas, como conquista histórica e cumprimento à legislação.
 
Para o presidente da AFBNB, José Frota de Medeiros, a apresentação foi muito positiva, uma vez que possibilita ao Banco defender sua proposta e ao corpo funcional esclarecer suas dúvidas e expor suas opiniões. “A AFBNB prima pela transparência nos processos e pela democracia na tomada de decisões que impactam consideravelmente a vida das pessoas. Esperamos que o Banco realize momentos como esse nos outros estados, de forma a possibilitar a todos os trabalhadores do BNB o diálogo sobre não só o Plano de Função, mas também sobre a revisão do Plano de Cargos”, afirmou, acrescentando que este último, o PCR, é fundamental. “Primeiro, por que o Plano de Funções não é extensivo a todos; segundo, porque o Plano de Funções é um instrumento de gestão, sendo passível de mutações – seja no curso de uma gestão, seja por mudanças na alta administração”, alertou.

A AFBNB considera positiva a realização de debates dessa natureza, inclusive por iniciativa dos sindicatos. Dessa forma, destaca a importância do Banco atender aos convites que surgirão das diversas bases, de forma a prestar todas as informações aos trabalhadores acerca da proposta. Faz-se necessário, ainda, criar mecanismos de participação de todos os funcionários para a discussão do tema, principalmente dos colegas das agências, de forma que não fiquem alheios ao debate. A Associação entende que o papel das entidades é fomentar a discussão; cabe ao Banco responder aos questionamentos, explanando os detalhes do Plano.

Fonte: AFBNB
Última atualização: 27/05/2009 às 16:15:00
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