Apesar da crise financeira, os bancos em operação no Brasil mantêm alta lucratividade e têm boa perspectiva para o segundo semestre, com o processo cada vez mais visível de recuperação da economia. Somente nos primeiros três meses de 2009, o conglomerado formado por Itaú Unibanco lucrou R$ 2,015 bilhões, seguido por Bradesco e Banco do Brasil, ambos com R$ 1,7 bilhões. O Santander Real aparece com R$ 593 milhões e a Caixa com R$ 452 milhões.
Enquanto nos Estados Unidos e na Europa os bancos sofrem os efeitos mais graves da crise, com retração dos lucros e muitos casos de falência, no Brasil o cenário permanece estável. No entanto, os banqueiros têm se aproveitado da crise para demitir, principalmente no Sudeste, o maior polo financeiro do país.
Além do corte de postos de trabalho, os bancos não oferecem nenhum retorno à categoria. Ao contrário. O dia-a-dia de uma agência é marcado pela pressão por metas, assédio moral, insegurança, adoecimento e medo. À sociedade, só exploração.
Mesmo depois de os bancos públicos baixarem os spreads, por conta da pressão exercida pelo governo, a taxa, em geral, ainda permanece muito alta. As taxas de serviços bancários também se mantêm em níveis absurdos, com pouca variação entre as empresas. Pior para a população.
Diante da alta lucratividade, a campanha salarial dos bancários deste ano não ficará refém da crise financeira, que não afetou, como provam os resultados do trimestre, o cofre dos banqueiros, indiscutivelmente, os mais beneficiados da economia. Mesmo em tempos de turbulência.
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