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11/05/2009 |
Inadimplência cresce: BNB tem R$ 10,9 bi a receber de dívidas |
Crise elevou em R$ 60 mi estoque de dívidas do BNB, gerada sobretudo, pelo incremento da inadimplência
A crise financeira global gerada por bancos e financeiras norte-americanas quebrou muitas instituições privadas em torno do mundo, sobretudo nos Estados Unidos e Europa, mas também já deixa rastros em bancos públicos. Com créditos a receber em torno de R$ 10,9 bilhões, a crise elevou em R$ 60 milhões, o estoque de dívidas do Banco do Nordeste, gerados, sobretudo, pelo incremento da inadimplência de setores exportadores da pesca, de frigoríficos e canavieiros nordestinos. A revelação foi feita na tarde de ontem, pelo presidente do BNB, Roberto Smith.
Ele atribui esse incremento da inadimplência a um ´erro´ de estratégia financeira de muitos empresários brasileiros, que, segundo ele, diante da crise, priorizam o pagamento de bancos privados, em detrimento dos financiamentos de longo prazo dos bancos públicos.
´Esse é um erro de estratégia de muitos empresários, porque ao deixarem de pagar os bancos públicos, ficam inadimplentes nas operações de longo prazo, justamente nos bancos que dispõem das melhores taxas de juros´, avaliou Smith. Ele ressalta no entanto, que a situação da inadimplência está sob controle e que até o fim do ano, essa situação estará resolvida.
Dívida no Ceará
Do estoque da dívida de R$ 10,9 bilhões, acrescenta o diretor de negócios do BNB, Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, R$ 1,2 bilhão, o equivalente a 11%, já foram renegociados, a partir da lei 11.775, por 248 mil, de um total de 539 mil devedores do banco.
Do ativo da dívida, R$ 1,53 bilhão são de 55.370 empresas cearenses. Dessas, 22.155, ou o correspondente a 40% já negociaram R$ 144,7 milhões, menos de 10%, mais precisamente, 9,43%, do valor total da dívida contraída no BNB. Apesar de elevada, Ferraro destaca que o Ceará apresenta o melhor desempenho de negociação dos débitos junto à instituição.
Ao avaliarmos o percentual de negociadores, — 40% —, em detrimento do baixo volume percentual renegociado — apenas 9,43% —, Ferraro confirma que os pequenos devedores são os melhores pagadores da instituição.
Se o Ceará apresenta bom perfil de renegociadores das dívidas do banco, ele revela que a Bahia é o Estado que concentra a maior ´conta aberta´ no Banco do Nordeste, da ordem de R$ 2,62 bilhões, ou o equivalente a 24% do total. Dentre 114.200 devedores baianos, só 23.200 renegociaram. |
| Fonte: Diário do Nordeste |
| Última atualização: 11/05/2009 às 10:49:00 |
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