Uma nova negociação com representantes do Banco do Nordeste acontecerá nesta quinta-feira (7), às 16h, no Passaré. Antes, às 13h, haverá reunião preparatória entre os membros da Comissão Nacional dos Funcionários, na qual a AFBNB levará os principais pontos que, no seu entendimento, devem ser discutidos com a Instituição.
Entre os pontos destacados pela Associação estão a reformulação do Plano de Cargos e Remuneração (PCR), a cobrança por uma definição do novo Plano de Funções, ponto eletrônico, a implantação do novo plano de previdência (CV) e isonomia pela menor taxa na repactuação do CDC.
Em relação ao PCR, A AFBNB vai cobrar do Banco a proposta concreta para sua reformulação, para que a entidade tenha condições de analisá-la e iniciar a discussão, inclusive com a base. O objetivo é defender o interstício de 4% e corrigir as distorções geradas no Plano de Cargos em função da implantação do piso de R$ 1.350,00. Lembrando que o Banco havia se comprometido a apresentar a proposta de reformação do PCR em 90 dias a partir da data de implantação do piso – o que ainda não foi feito. Há casos relatados à Associação de funcionários que estão sendo promovidos sem impacto financeiro no salário.
Quanto ao ponto eletrônico, o entendimento da AFBNB é que o Banco estabeleça um dispositivo de travamento do computador ao fim da carga horária. Além disso, a entidade – respaldada pelo seu Conselho de Representantes – é contrária à implantação do banco de horas. Ou seja, o BNB deve pagar devidamente as horas extras trabalhadas.
A AFBNB defende ainda que outras questões fundamentais como os passivos trabalhistas e a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses sejam colocadas na reunião e cobradas ao BNB. “Iremos cobrar a celeridade na quitação dos passivos e a imediata implantação da licença-maternidade de 180 dias, visto que o Banco do Brasil já implantou o benefício, garantindo a retroatividade”, ratifica Dorisval de Lima, diretor de Comunicação da AFBNB.
Outra questão relevante é a democratização nas concorrências. Há vários relatos de funcionários que estão sendo impedidos de participar de concorrências porque ainda não fizeram o curso de Formação Bancária. Para a AFBNB, isto não deve ser considerado como impedimento, já que tal formação é viabilizada pelo Banco. “Você não pode creditar ao funcionário esse ônus. O Banco deve gerar oportunidade, e não penalizar o funcionário por causa disso. Por isso cobramos isonomia nos processos de concorrência”, informa o diretor da AFBNB Alberto Ubirajara.
Durante a reunião, os diretores irão abordar também demandas que têm chegado à AFBNB, a exemplo de casos de assédio moral e perseguição contra funcionários. “O assédio moral é uma realidade dentro do Banco. Devemos insistir nesse assunto, para que sejam tomadas as devidas providências”, complementa Assis Araújo, diretor administrativo da Associação.
|