Pela forma de atuação, o sistema bancário brasileiro contribui para a não redução da exclusão social no país, é o que diz o economista Márcio Porchmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Nos últimos dez anos, a diminuição do número de bancos no Brasil – de 230 para 156 – bem como da quantidade de agências bancárias – de uma para cada 8.530 pessoas para uma para cada 10.145 – acarretou a elevação do custo dos serviços bancários. Isso faz o cliente pagar várias vezes mais do que pagaria em outro país, já que o custo dos serviços está relacionado à competição entre as organizações financeiras.
Para Porchmann, é preciso avançar rapidamente na popularização dos bancos, pois a concentração bancária reduz o papel do Estado no sistema bancário e gera o aumento da internacionalização de bancos. Outro destaque negativo é a transferência de recursos que serviam de crédito nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste para o Sudeste, que hoje concentra 70% das operações. |