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Notícias

  15/04/2009 

Sistema Bancário está incompleto, Diz Ipea

Segundo Marcio Porchmann, sistema bancário brasileiro acaba contribuindo para que não se reduza a exclusão social no país

A redução, nos últimos dez anos, do número de bancos no Brasil – de 230 para 156 – bem como da quantidade de agências bancárias – de uma para cada 8.530 pessoas para uma para cada 10.145 – gerou um sistema bancário “incompleto” no país.

A avaliação foi feita pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann.

Segundo ele, a forma como o sistema bancário brasileiro atua acaba contribuindo para que não se reduza a exclusão social no país.

“Temos uma parcela da população que não tem acesso aos serviços bancários, que constituem uma referência em termos de bem-estar social”, disse Pochmann, depois de divulgar o estudo Transformações na Indústria Bancária Brasileira e o Cenário de Crise.

Pochmann Critica Preço dos Serviços

Pochmann destacou que, além da redução na quantidade de bancos e agências, o Brasil registrou, ao mesmo tempo, uma elevação do custo dos serviços bancários. “Isso fez com que o tomador brasileiro de crédito pague várias vezes mais do que o que seria o custo para o tomador do mesmo crédito em outro país.”

Dados do estudo mostram que o custo dos serviços bancários está relacionado ao grau de competição entre as instituições financeiras. Porchmann explicou que, no cenário brasileiro, como há menos bancos dispostos a competir, os custos e a margem de lucro tendem a ser maiores.

Para ele, é preciso avançar rapidamente na popularização dos bancos. Pochmann atribuiu o fenômeno da “concentração bancária” à redução do papel do Estado no sistema bancário e ao aumento da internacionalização de bancos. “No Brasil, os bancos públicos compensavam essa competição, porque operavam em regiões de menor renda.

Seu desaparecimento fez com que essas regiões perdessem o acesso ao banco, uma vez que o sistema privado não tem interesse.”

De acordo com a pesquisa, outro destaque negativo foi a transferência de recursos que serviam de crédito nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste para o Sudeste. A região, atualmente, concentra 70% do crédito brasileiro.

“Houve um esvaziamento das regiões que anteriormente eram melhor atendidas pelo sistema de bancos públicos e isso é um indicador de exclusão bancária.”
Na opinião de Porchmann, uma das saídas seria replicar a experiência alemã dos chamados bancos comunitários ou regionais, que ajudariam não apenas a difundir melhor o crédito, como também torná-lo mais acessível para a população que atualmente se encontra fora do sistema bancário.

“Tivemos avanço no combate à pobreza e na redução do desemprego, e esses são ganhos importantes, mas insuficientes, porque não vêm acompanhados dos serviços bancários. Na sociedade contemporânea, a população que não tem acesso ao crédito e ao banco está praticamente excluída de um padrão de vida moderno.”

Febraban Contesta Números do Instituto

A Febraban manifetou “estranheza” quanto aos números apresentados pelo Ipea em relação à evolução do número de agências. Segundo o economista-chefe da entidade, Rubens Sardenberg, a quantidade de agências bancárias no País apresentou, na verdade, um cescimento 14,8% entre 2000 e 2008. No período, a base de agências teria passado de 16.396 para 19.142.

Utilizando números do BC, o executivo da Febraban apontou que entre 2000 2008, o número de dependências bancárias - que inclui PABs e postos avançados(PAVs) avançou 77,4%, indo de 54.075 unidades para 177.587 unidades.

O economista-chefe chamou atenção também para o crescimento das contas correntes no Brasil, que passaram de 71,5 milhões em 2001 para 125,7 milhões no ano passado, uma elevação da ordem de 76%.

 
 

Fonte: Feeb RS
Link: http://www.feebrs.org.br/integra.php?c=6754
Última atualização: 15/04/2009 às 13:58:00
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