O evento terá mais de 500 participantes de 37 países, segundo a organização
O impacto da crise econômica global sobre a América Latina é o principal tema da reunião regional do Fórum Econômico Mundial, que ocorre no Rio de Janeiro nesta quarta e quinta-feira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da abertura às 11h30 desta quarta.
O evento terá mais de 500 participantes de 37 países, segundo a organização. O Fórum Econômico reúne anualmente, na cidade suíça de Davos, os maiores empresários e líderes do mundo para discutir questões globais.
A última reunião em Davos foi entre janeiro e fevereiro deste ano. Esse encontro do Rio de Janeiro é uma rodada regional da América Latina. Será realizado um outro evento local na África.
O presidente de Cuba, Raúl Castro, foi convidado, mas não vai participar. Entre chefes de Estado, além de Lula, estarão presentes apenas os presidentes da Colômbia, Alvaro Uribe, e Leonel Fernández, da República Dominicana.
Devem participar também outros políticos, como a presidenciável Dilma Roussef, chefe da Casa Civil, o governador do Rio, Sérgio Cabral, o prefeito carioca, Eduardo Paes, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
O Fórum sempre recebe críticas de manifestantes e de governantes de esquerda. Até uma instância alternativa foi criada para se contrapor aos empresários: o Fórum Social Mundial, organizado por ONGs e ativistas como uma resposta ao Fórum Econômico. Sempre acontece na mesma época. Neste ano, foi realizado em Belém (PA).
"A reunião acontece num momento crucial para a América Latina. Depois da recente cúpula do G20 em Londres, o evento será uma oportunidade para os participantes debaterem como devem ser as respostas da região à crise econômica global, em termos concretos", afirma Emilio Lozoya Austin, diretor do World Economic Forum para a América Latina, em entrevista no site oficial da entidade.
"Com sua imensa riqueza em recursos naturais e biodiversidade, força de trabalho jovem e sistemas financeiros relativamente estáveis, a América Latina tem capacidade de enfrentar a atual crise com sucesso. Entretanto, não deve perder de vista o desafio no longo prazo de harmonizar a expansão econômica com o progresso social", diz.
De acordo com a assessoria do Fórum, o programa de discussões no Rio foi elaborado para analisar como a região está respondendo à crise econômica e se baseia em cinco pilares: respondendo de forma proativa à desaceleração econômica; construindo relações entre regiões; integração para construir um futuro melhor; políticas públicas para crescimento sustentável; e desafios e oportunidades para um ciclo de desenvolvimento verde.
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