O Banco do Nordeste e as entidades representativas dos funcionários voltaram a se reunir nos dias 7 e 8 de abril para discutir temas de interesse dos trabalhadores da Instituição, a exemplo da assinatura do acordo coletivo, pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), Plano de Cargos e Plano de Funções, além de Capef e Camed. Foram dois dias de reunião, que mesmo assim não proporcionaram os avanços esperados.
Decepção no que se refere ao pagamento da PLR: o Banco frustrou os funcionários mais uma vez, ao informar de última hora que a parcela extra não seria efetuada de forma integral. Ao invés dos R$ 1.980,00 de PLR adicional – teto que segue a regra da Fenaban e que poderia ser cumprido pelo Banco a partir de seus resultados, conforme sinalizado anteriormente própria Instituição – o BNB vai pagar aos seus funcionários R$ 1.440,00. “O Banco não é obrigado a seguir a Fenaban, apenas a distribuição dos 9% do lucro líquido”, justificou a superintendente de Desenvolvimento Humano, Eliane Brasil.
O Banco informou que o crédito da PLR será no dia 14 de abril, conforme a AFBNB registrou no boletim Nossa Voz On-Line n° 332, no último dia 2 (link: http://www.afbnb.com.br/noticias_detalhes.asp?Cod=5095), após consulta ao Ambiente de Gestão de Pessoas. No dia anterior, os funcionários já poderão visualizar valores no sistema. Os representantes do funcionalismo reclamaram sobre a falsa propaganda feita pelo BNB, de que este ano garantiria o “extra do extra”. “Quando o Banco precisa evocar suas ‘limitações’, utiliza a Fenaban como parâmetro. Mas para honrar o pagamento da PLR adicional, conforme compromisso assumido, este acordo já não vale”, critica o diretor da AFBNB, Dorisval de Lima.
Quanto ao Plano de Funções em Comissão (PFC), o BNB adiou mais uma vez a entrega da proposta. Na ocasião, os representantes dos funcionários solicitaram o desatrelamento entre o PCR e o PFC, por serem matérias distintas. O Banco esclareceu que ambos serão tratados separadamente. A data limite para a implantação do Plano de Funções foi confirmada para o dia 1° de julho. “Destaco como importantíssima a garantia da retroatividade, tanto para o PCR quanto para o Plano de Funções”, destacou Galindo Primo, representante da Federação dos Bancários Bahia-Sergipe.
Sobre o novo plano da Caixa de Previdência dos Funcionários (CAPEF), o Plano CV, o BNB informou que o mesmo se encontra na Secretaria de Previdência Complementar, que enviou parecer inicial ao Banco com duas ressalvas: desatrelamento total do Plano CV (Contribuição Variável) do Plano BD (Benefício Definido) e isonomia, pois os dois planos devem ser tratados de forma isonômica. Depois da SPC, o plano vai ao Ministério da Fazenda, ao DEST e à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Para a revisão do Plano BD, será formado um grupo de trabalho paritário, com representantes do Banco e das entidades.
A ampliação da licença-maternidade para seis meses, uma demanda que vem sendo cobrada sistematicamente pela AFBNB na mesa, foi novamente tratada. O Banco se comprometeu a trazer um encaminhamento objetivo sobre o assunto na próxima reunião. Na avaliação da AFBNB, a extensão da licença-maternidade é uma ação viável, sem justificativa para não ser atendida. Há que se ressaltar que o Banco do Brasil já implantou o benefício – uma forma de valorizar as suas trabalhadoras – garantindo inclusive retroatividade.
CAMED reajusta planos este mês – O primeiro dia de negociação da mesa permanente foi dedicado às questões relacionadas à CAMED. O presidente da Caixa de Assistência Médica, João Robério, apresentou os déficits acumulados pelos planos Natural e Família. E apresentou a necessidade de reajustá-los neste mês de abril.
O Plano Natural deverá ser reajustado em 8,15%, e voltará a abrigar os genitores (com um desconto de 8%). Já o Plano Família sofrerá um reajuste de 15%. As medidas visam reduzir o atual déficit geral de R$ 1,4 milhões para R$ 348,2 mil – avaliado como suportável para planos de autogestão. Os reajustes já serão aplicados na folha de abril, com a aprovação da Diretoria do BNB e do Conselho Deliberativo da CAMED.
A AFBNB registra o seu desacordo com a medida adotada pela Camed, em efetivar o reajuste em abril. Na avaliação da entidade, qualquer mudança dessa natureza exige uma discussão prévia com os associados, inclusive sobre possibilidades para solucionar o problema que não envolvam somente onerar ainda mais os trabalhadores. Dessa forma, a AFBNB espera que a gestão da Camed adote uma postura mais democrática e transparente na condução das questões que envolvem seus associados.
Saiba mais – A assinatura do acordo da PLR foi marcada para a próxima segunda-feira, dia 13 de abril. // O Banco se comprometeu a encaminhar o documento final sobre a implantação do ponto eletrônico até o dia 15 de abril. // Na reunião, o diretor da AFBNB, Assis Araújo, abordou a extrapolação da jornada de trabalho em agências da capital e, em maior grau, nas do interior. // Assis relatou ainda que em visita às unidades de Canindé e Tauá, no Ceará, verificou que as mesmas estão em situação sofrível no que se refere à infra-estrutura. O BNB informou que há um cronograma de reforma de agências a ser realizado, e se comprometeu a disponibilizá-lo. // A insegurança da agência de Andaraí (BA), já assaltada quatro vezes, foi destacada como crítica (veja matéria disponível no site da AFBNB). O Banco informou que está sendo feito um estudo para a nova localização da unidade, possivelmente em Lençóis ou Seabra.
Presenças – Pelas entidades representativas dos funcionários participaram:
AFBNB – Assis Araújo (BNB); AABNB – Miguel Nóbrega (BNB); Federação dos Bancários Bahia-Sergipe – Galindo Primo (BNB); SEEB-PI: Luzemir Almeida e Chico Reis (ambos do BNB); SEEB-CE – Carmen Araújo (BNB); Contraf-CUT – Tomaz de Aquino (BNB); Fetec-NE – Océlio Silveira (BNB); SEEB-AL – Jairo França (Santander); SEEB-PE – Manoel Spinelli (Bradesco).
Pelo Banco do Nordeste: Eliane Brasil (Super-DH); Célia Matos (Ambiente de Gestão de Pessoas – Gerência); Eline Macambira (Ambiente de Gestão de Pessoas – Célula de Benefícios); Telma (Educação Corporativa); Marcius Virgilius (Assessoria da Super-DH); João Silva (Ambiente Jurídico). |